Fundo de Garantia de Depósitos tem dinheiro para proteger 1,13 em cada 100 euros de poupanças dos portugueses

No final de 2019, o Fundo de Garantia de Depósitos tinha dinheiro suficiente para cobrir 1,13 euros por cada 100 euros de poupanças dos portugueses, ligeiramente abaixo do que tinha há um ano.

O Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) tem 1.541 milhões de euros para “proteger” as poupanças dos portugueses, um valor ligeiramente abaixo do que tinha há um ano, devido aos prejuízos de 1,56 milhões de euros registados em 2019.

De acordo com o relatório e contas daquela entidade, “a relação entre os recursos próprios do Fundo e os depósitos efetivamente cobertos pela garantia foi de 1,13% no final de dezembro de 2019, bem acima, pois, de 0,8%, que é o nível de capitalização que, por imperativa das regras europeias, os sistemas nacionais devem atingir até 2024″.

Ou seja, na prática, o FGD tem 1,13 euros por cada 100 euros de depósitos em Portugal. No ano passado, cobria 1,16 euros por cada 100 euros de poupanças.

A explicar a descida nos recursos próprios estão os prejuízos de 1,56 milhões, um resultado que foi mitigado pelas contribuições de 350 mil euros que recebeu no ano passado. Assim sendo, o FGD acabou por incorporar nas suas contas um resultado negativo de 1,21 milhões de euros.

No final de 2019, o montante total de depósitos cobertos pela garantia de reembolso do FGD ascendia a 136.118 milhões de euros. Por outro lado, a proporção de depósitos que, embora titulados por depositantes elegíveis, não se encontram cobertos por excederem o limite da garantia, era de 28%.

O FGD garante o reembolso da totalidade do valor global dos saldos em dinheiro de cada depositante, por instituição de crédito participante, até ao limite de 100 mil euros.

Este fundo, criado em 1992, é acionado em caso de falência de uma instituição financeira, levando os restantes bancos do sistema a injetar o montante necessário para permitir a que os clientes do banco em falta possam reaver as suas poupanças no prazo de 15 dias — reduz-se para sete dias no caso de montante abaixo dos 10 mil euros.

Foi acionado uma única vez na sua história, quando teve se garantir os depósitos do BPP, falido em 2010. “Foi o desafio mais difícil do FGD ao longo destes 25 anos. Implicou um custo global de cerca de 104 milhões de euros”, sinaliza o fundo.

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