Mais oito mortes e 229 novos casos de Covid-19. 82,1% foram na região de Lisboa e Vale do Tejo

Nas últimas 24 horas, foram identificados 229 novos casos pelo novo coronavírus em Portugal, com o número total de infetados a subir para 42.141.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) identificou 229 novos casos de infeção por Covid-19, elevando para 42.141 o número total de infetados desde o início da pandemia. Trata-se de uma taxa de crescimento diária de 0,55%. Nas últimas 24 horas morreram mais oito pessoas com a doença, de acordo com a última atualização das autoridades de saúde.

Morreram mais oito pessoas devido à Covid-19, elevando para 1.576 o número total de vítimas mortais, segundo o balanço da DGS. Quanto ao número de pessoas dadas como recuperadas é agora de 27.505, mais 300 desde a última atualização ao boletim.

Desde meados de maio que a região de Lisboa e Vale do Tejo tem concentrado as maiores preocupações, sendo já a região do país com o maior número de casos confirmados desde que o surto foi detetado no país, a 2 de março. Assim, foram identificados 188 dos novos casos nesta região, o que representa cerca de 82,1% do total nacional.

Boletim epidemiológico de 30 de junho de 2020:

A nível regional, em termos acumulados, Lisboa e Vale do Tejo é, assim, a região mais afetada, com 19.165 casos e 473 mortes, seguida pelo Norte (17.521 casos e 818 óbitos). Segue-se o Centro (4.110 casos e 248 mortes), o Algarve (618 casos e 15 mortes) e o Alentejo (484 casos e sete óbitos). Nas regiões autónomas, os Açores contabilizam 150 casos e 15 falecimentos, enquanto a Madeira regista 93 pessoas infetadas.

Quanto à caracterização clínica, a esmagadora maioria dos infetados continua a recuperar em casa, sendo que 491 estão internadas (mais duas do que ontem), das quais 73 em unidades de cuidados intensivos (mais duas do que no balanço anterior).

Desde 1 de janeiro, as autoridades de saúde já registaram 380.476 casos suspeitos, dos quais 336.881 não se confirmaram. Atualmente, há 1.454 pessoas a aguardarem resultado laboratorial e 31.414 estão sujeitas a vigilância ativa, por terem estado em contacto com pessoas entretanto diagnosticadas com Covid-19.

(Notícia atualizada pela última vez às 14h55)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mais oito mortes e 229 novos casos de Covid-19. 82,1% foram na região de Lisboa e Vale do Tejo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião