Rio: “Não vejo necessidade de fazer uma nacionalização” da TAP

Presidente do PSD considera que a ajuda à companhia aérea deveria acontecer na forma de um aumento de capital. Se os privados não acompanhassem, o Estado ficaria com a maioria do capital, explica.

O presidente do PSD, Rui Rio, não vê “necessidade” em nacionalizar a TAP. O social-democrata defende, porém, que deve ser feito uma injeção de capital na companhia aérea, acompanhado de um plano de reestruturação “credível”.

“Não vejo sinceramente a necessidade de fazer uma nacionalização, mas aguardo explicações do Governo. Aquilo que vejo é a necessidade de um aumento de capital, em que se os privados não acompanharem o aumento de capital, o setor público fica automaticamente com a maioria do capital. Mas isso não é uma nacionalização. É um aumento de capital em que os privados não querem participar”, disse Rui Rio, líder do PSD, em declarações transmitidas pela RTP3.

Assim, o líder dos sociais-democratas reitera que “só vale a pena investir” na transportadora aérea se houver “um plano de reestruturação credível” que dê garantias que a empresa “leva todo este dinheiro e que daqui por um ano não está a pedir mais dinheiro, a exemplo do que sempre foi no passado”, continuou.

Caso se verifique que a TAP não é viável, Rui Rio defende que o melhor caminho será o da privatização da companhia. “Se se vier a provar que a TAP não é viável não me parece correto estar a meter o dinheiro quando de antemão se sabe que ele não vai chegar”, apontou. “Isso é a mesma coisa do que desrespeitar os impostos dos portugueses”.

O Governo previu, no Orçamento Suplementar, uma verba máxima de 1.200 milhões de euros para injetar na TAP, mas não conseguiu chegar a acordo com o acionista privado David Neeleman. O ministro das Infraestruturas e da Habitação Pedro Nuno Santos confirmou esta terça-feira no Parlamento que os acionistas privados chumbaram a proposta de ajuda feita pelo Estado.

Há, no entanto, uma alternativa à nacionalização da TAP. Humberto Pedrosa está a negociar a compra da posição de David Neeleman na Atlantic Gateway, a sociedade dos privados que tem 45% da TAP, por um valor em torno dos 45 milhões de euros, segundo apurou o ECO.

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