Prestações vão ficar mais caras (outra vez). Há subidas em julho

Famílias cujas taxas do crédito da casa sejam revistas em julho vão ver a prestação subir entre 0,6% e 1,65%. Créditos com Euribor a 6 meses sofrem o maior aumento dos encargos mensais.

Julho arranca com más notícias para muitas famílias com crédito à habitação. Quem não tiver recorrido às moratórias e revir a taxa de juro do seu empréstimo da casa neste mês vai ver os respetivos encargos mensais com o empréstimo da casa aumentar. Nos indexantes mais dilatados o valor da prestação fixa-se em máximos de 2016, com os créditos com Euribor a seis meses a sentirem o maior aumento.

O agravamento da prestação vai de um mínimo de 0,6% até ao máximo de 1,65%, que neste último caso irá afetar os contratos com Euribor a seis meses revistos este mês.

Em termos práticos, considerando o cenário de um empréstimo no valor de 100 mil euros, por um prazo de 30 anos, e com um spread de 1%, as famílias com créditos associados à Euribor a seis meses vão ver a prestação subir 5,06 euros (1,65%), para se fixar nos 311,5 euros. Trata-se da fasquia mais elevada desde a revisão feita há três anos e meio, em dezembro de 2016.

Prestações com Euribor a 3 meses em máximos desde 2016

Fonte: Reuters e Lusa

Para máximos de 2016, mas de meados do ano, vai também aumentar o valor da prestação dos contratos de crédito à habitação indexados à Euribor a 12 meses. A subida será de 0,6%, com a prestação a fixar-se nos 314,93 euros no cenário considerado. Ou seja, mais 1,94 euros por mês face ao valor fixado há um ano.

Também os empréstimos associados à Euribor a três meses sofrem um agravamento de 0,6%. Neste caso, a prestação sobe 1,82 euros, para os 304,66 euros. Trata-se da prestação mais elevada desde a revisão efetuada há um ano por estas famílias.

Os últimos meses têm sido marcados por consecutivas revisões em alta dos encargos das famílias portuguesas com as prestações da casa. Tal é o reflexo da tendência crescente das Euribor, que se tornaram menos negativas, face ao elevar das reticências relativamente à capacidade dos bancos, sobretudo daquelas economias que serão mais vulneráveis à recessão que se avizinha — como Itália, Espanha e Portugal — em garantir o financiamento às famílias e empresas dos respetivos países sedentas por liquidez no atual contexto de crise.

Ainda assim, o quadro atual aponta para que ambiente de juros se mantenha não muito distante dos mínimos históricos. A expectativa vai no sentido de que continuem abaixo de 0% pelo menos até junho de 2025, indicam os futuros para a Euribor a três meses.

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