Crise mudará as economias e a Europa está em “excelente posição”, diz Lagarde

  • Lusa
  • 4 Julho 2020

A presidente do BCE defende que "terá de ser desenvolvido" um quadro de política económica que permita a mobilização do "financiamento necessário".

A crise económica gerada pela pandemia de Covid-19 “mudará profundamente” a economia, considera a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, para quem a Europa está “em excelente posição”.

Christine Lagarde estimou este sábado que a mudança na economia conduzirá a mais ecologia, mais digitalização e à alteração de métodos de trabalho, e que a Europa está em “excelente posição”.

Lagarde, que participou por videoconferência nas reuniões económicas de Aix-en-Seine, em Paris, afirmou, segundo a agência France-Presse (AFP), que a crise “será uma aceleração de transformações que já estavam latentes nas nossas economias [da Europa]”.

“Na produção, no trabalho e no comércio, o que estamos a viver acelerará as transformações e provavelmente levará a uma evolução em direção a um modo de vida mais sustentável e mais verde”, acrescentou.

A presidente do BCE referiu o teletrabalho, como um fator que “transformará os métodos de trabalho de todos os funcionários”, pelo menos nos países desenvolvidos, e “a aceleração da digitalização, nos serviços ou na automação das indústrias”.

“Atualmente, estima-se que a crise leve a uma contração das cadeias de fornecimentos na ordem dos 35%, e a um aumento da robotização nas indústrias em cerca de 70 a 75%”, disse Lagarde.

A responsável pelo BCE lembrou que o confinamento, que afetou a maioria dos habitantes do planeta ao mesmo tempo, levou a um desenvolvimento considerável do comércio ‘online’, que se deve acelerar ainda mais no futuro, “em detrimento do comércio mais tradicional”, acrescentou.

Perante estas transformações, “a Europa está numa posição excelente para pôr em marcha esta transição”, disse, sublinhando que o continente “já abriga o maior setor de economia circular e de inovação ecológica do mundo”, e que o euro foi a primeira moeda usada para a emissão de títulos verdes.

Fatores que, ainda assim, considera não serem suficientes, defendendo que “terá de ser desenvolvido” um quadro de política económica que permita a mobilização do “financiamento necessário”.

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