EDP, Galp, KLC e Power Dot vencem concessão para exploração da rede piloto da Mobi.E

  • Lusa
  • 6 Julho 2020

O preço base do concurso foi de cerca de 150.000 euros por lote, tendo as propostas vencedoras variado entre um mínimo de 300.000 e 515.515 euros.

A EDP, Galp, KLC e a Power Dot, foram as quatro empresas vencedoras do concurso de concessão para a exploração da rede de postos de carregamento da Mobi.E, revelou esta segunda-feira a empresa.

O concurso de concessão da rede de postos de carregamento da Mobi.E foi lançado em 27 de dezembro de 2019, sendo este “o último passo para o fecho do projeto-piloto e para a entrada de toda a Rede Pública na sua fase comercial”, refere a Mobi.E em comunicado, lembrando que a divulgação surge na mesma altura em que se assinala o fim do período transitório dos carregamentos gratuitos.

Tratou-se de um concurso público internacional, para a concessão da exploração da rede piloto Mobi.E, por 10 anos, sendo que envolveu 643 postos de carregamento normal (PCN) e mais 20 PCN detidos por diferentes Câmaras Municipais e que também serão concessionados. O presidente da Mobi.E, Luís Barroso, afirmou, no comunicado, que “este é, sem dúvida, o início de um novo ciclo na mobilidade elétrica em Portugal”.

“O objetivo deste concurso foi dar as mesmas oportunidades a todos os operadores que concorreram, de forma a potenciar ainda mais este mercado e disponibilizar um melhor serviço aos utilizadores”, acrescentou. O investimento na modernização da rede piloto inicial e a sua expansão a todos os municípios de Portugal Continental foi decidido em 2016, tendo contado com o financiamento do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR) e do Fundo Ambiental.

O concurso foi dividido em 11 lotes (cerca de 60 postos por lote) num total de 663 PCN, distribuídos territorialmente de forma equitativa, sendo que cada operador de pontos de carregamento (OPC), embora podendo candidatar-se aos 11 lotes, só podiam ganhar no máximo três lotes, fatores que contribuem para garantir no futuro uma maior concorrência entre operadores com benefício para os utilizadores.

O preço base do concurso, por sua vez, foi de cerca de 150.000 euros por lote, tendo as propostas vencedoras variado entre um mínimo de 300.000 e 515.515 euros, sendo que a outra componente posta a concurso relativa à Tarifa OPC Máxima, que os vencedores se propõem praticar durante os dez anos da concessão, se situou numa média de 0,086 euros por quilowatt hora (kWh).

Em 01 de julho deste ano terminou o período transitório dos carregamentos gratuitos na rede Mobi.E com o alargamento do pagamento aos postos de carregamento normal (PCN) de acesso público, em todo o território nacional, iniciando assim, a fase plena de mercado da mobilidade elétrica.

A partir de agora, os utilizadores para terem acesso a todos os postos que constituem a rede de Mobi.E, terão obrigatoriamente de ter um cartão de acesso à rede de mobilidade elétrica emitido por um dos comercializadores de eletricidade para a mobilidade elétrica (CEME), uma vez que, com o fim da gratuidade nos carregamentos, deixará de ser possível utilizar os cartões emitidos pela Mobi.E.

“Mantendo-se o crescimento de aquisição de veículos elétricos que se está a verificar, a infraestrutura de carregamento vai ter de crescer mais depressa, e este é um desafio que os agentes de mercado terão de assumir num futuro próximo, sem prejuízo de o Estado através da MOBI.E, S.A. continuar a intervir no sentido da consolidação da infraestrutura da rede de carregamento para a Mobilidade Elétrica”, salientou Luís Barroso.

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