Elétricos resistem à pandemia. Muitos tentam, mas ninguém bate a Tesla

Pandemia afundou as vendas de automóveis. Carros elétricos não ficaram imunes, mas o mercado encolheu de forma bem menos expressiva, fruto da crescente oferta. A Tesla lidera.

A pandemia está a fazer mossa nos automóveis. As vendas têm vindo a afundar, com os registos de veículos ligeiros de passageiros a encerrem a primeira metade do ano com uma quebra em torno dos 50%. Os carros elétricos também se ressentem dos efeitos do vírus, mas de forma bem menos expressiva. E a Tesla continua a liderar.

As vendas de elétricos registaram uma quebra ligeira nos seis meses terminados em junho. A redução foi, de acordo com os dados da ACAP, de -6,27%. Se na primeira metade do ano passado tinham sido vendidos 3.905 carros 100% elétricos, este ano chegaram às estradas um total de 3.660.

Com o mercado a encolher, a quebra mais ligeira nas vendas de elétricos veio fazer aumentar o peso destes modelos nas vendas. Numa altura em que praticamente todas as fabricantes têm apostado nesta tecnologia, em detrimento dos tradicionais motores a combustão, o peso dos elétricos no total das vendas de ligeiros de passageiros ascendeu a 5,64%.

Há claramente uma crescente apetência por estes modelos, não só pela crescente oferta, mas também pelo surgimento de ofertas com muito maior autonomia. E mais acessíveis para o bolso dos condutores portugueses, também fruto dos apoios que têm sido concedidos para apoiar a compra.

O Estado voltou, este ano, a apoiar a compra de elétricos com cheques de 3.000 euros para particulares e 2.000 euros para empresas. Se no caso das empresas já esgotaram, ainda há alguns disponíveis para os privados.

O apoio à compra deste modelos poderá ser reforçado no próximo ano. Além dos “cheques” do Fundo Ambiental, o Governo prepara-se para recuperar o incentivo ao abate de veículos em fim de vida, mas condicionando esse incentivo à troca por carros a combustão por outros elétricos.

Tesla na frente, mas há mais concorrência

Dos 3.660 veículos 100% elétricos comercializados na primeira metade do ano, uma boa parte deles foi comercializado por apenas três marcas. Tesla, Nissan e Renault são responsáveis, em conjunto, por 55% de todos os novos elétricos matriculados até ao final de junho.

A Nissan, que liderou as vendas durante anos, ocupa a segunda posição no ranking de vendas, com um total de 678 unidades comercializadas no primeiro semestre, com uma vantagem cada vez mais reduzida face à Renault, que comercializou 643. Este total da marca francesa engordou em junho, mês em que a fabricante do Zoe, liderou mesmo as vendas. A Peugeot, que agora arrancou a eletrificação dos seus modelos, foi a segunda que mais vendeu em junho.

A liderar continua uma fabricante norte-americana, a Tesla. A empresa liderada por Elon Musk continua a destacar-se, sendo a marca preferida dos condutores de elétricos no mercado nacional onde colocou na estrada um total de 724 em seis meses.

Os números da Tesla na primeira metade deste ano comparam negativamente com os registados no mesmo período do ano passado (1.143 veículos), mas mantêm-na no primeiro lugar do ranking, beneficiando do sucesso do Model 3, o seu modelo mais barato (a partir de 48.900 euros). Além deste, também vende o S e o X.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Elétricos resistem à pandemia. Muitos tentam, mas ninguém bate a Tesla

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião