Dinheiro parado na conta? Saiba quais os bancos que pagam mais

Nunca os portugueses tiveram tanto dinheiro na banca como em plena pandemia, mas o grosso dinheiro está na conta à ordem. Fique a saber quanto paga o melhor depósito a um ano em 18 bancos.

Em plena pandemia, as poupanças depositadas na banca pelos portugueses aceleram para novos recordes históricos. Esse reforço enquadra-se num contexto de quebra de consumo, mas também de contenção com muitas famílias a prepararem-se para a crise histórica que se avizinha. O grosso do dinheiro está, contudo, a ficar “estacionado” na conta à ordem, sem qualquer retorno associado. Tendo isso em conta, o ECO foi em busca dos depósitos a prazo a um ano com os melhores retornos. Num universo de 18 bancos, na melhor das hipóteses a taxa chega a pouco mais de 1%.

Trata-se de um juro bastante “magro”, sobretudo, em comparação com taxas que chegaram a atingir os 7% antes da crise financeira. Mas não é de estranhar face ao contexto de juros historicamente baixos imposto pelo Banco Central Europeu que desincentiva os bancos a captarem depósitos. Em abril, os bancos pagaram, em média, 0,08% nas novas aplicações em depósitos a prazo, bem próximo do mínimo de sempre (0,07%) estabelecido em março, isto tendo em conta um histórico de quase 17 anos do Banco de Portugal.

Ainda assim, os depósitos a prazo representam uma melhor solução do que ter simplesmente o dinheiro parado na conta à ordem. Acresce ainda o facto de, contrariamente ao observado nos últimos tempos, ser agora possível alcançar retornos reais em alguns produtos. Isto porque a inflação deverá ser negativa este ano, com a previsão do Governo a apontar para -0,2%.

Face a essa realidade há alguns depósitos a prazo que se destacam pela positiva em termos de retornos. O ECO analisou a oferta de 18 instituições financeiras em busca dos melhores depósitos a um ano. O objetivo foi encontrar a melhor proposta, em cada banco, para quem esteja disponível para aplicar um montante máximo até cinco mil euros.

Bancos pequenos mais generosos

No leque da oferta analisada, para o prazo de um ano, o melhor retorno encontrado foi de 1,1%, em termos brutos. Trata-se de uma taxa de juro promocional que o Banco BNI Europa está a disponibilizar num depósito para o prazo de um ano, destinado a novos clientes ou ao reforço de poupanças de atuais clientes da instituição de montantes a partir de mil euros.

Há apenas mais um banco que consegue chegar à fasquia dos 1%, em termos de remuneração. Essa taxa é oferecida no “Invest Choice Novos Montantes”, disponível no Banco Invest também para novos clientes ou novos capitais a partir de dois mil euros.

Depósito a um ano mais rentável por banco

O pódio das melhores remunerações a 12 meses é fechado pelo “DP Easy”, depósito disponibilizado pelo Eurobic para montantes mínimos de 2.500 euros e que oferece um juro de 0,5%.

Os bancos que oferecem as melhores remunerações tendem assim a ser os mais pequenos que procuram assim cativar novos clientes de forma a engrossar a sua carteira e ganhar escala.

Bancos grandes pagam menos. Mas têm maioria das poupanças

Os bancos de maior dimensão, pelo contrário, destacam-se entre os que apresentam as taxas de remuneração mais baixas. Essas instituições já têm as suas carteiras de clientes “compostas”, e sentem-se mesmo desincentivadas a captar recursos, já que não podem repassar aos depósitos dos clientes o impacto dos juros negativos.

Mas tendo em conta que o grosso dos clientes tendem a resistir a mudar de banco, acabam por escolher os depósitos dessas mesmas instituições de maior dimensão. Entre os cinco maiores nacionais, os retornos vão de um mínimo de 0% que é oferecido pelo BPI até ao máximo de 0,1% concedido pelo Novo Banco no depósito “NB Smart app Objetivos”. Entre essas oferta estão o BCP que paga um juro bruto de 0,025% no depósito “Net Millennium Flexível”, a CGD que remunera o “Caixa 1 ano” a 0,015%, e o Santander que propõe um juro de 0,01% num depósito a 12 meses tradicional.

Mas o grosso destas propostas, como aliás na maioria das restantes instituições, as melhores taxas de juro estão em produtos que apenas podem ser subscritos online. Tal resulta do facto de se tratar de um meio de subscrição menos oneroso para os bancos, e onde estes têm vindo a reforçar a sua aposta comercial, sobretudo através das suas app.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dinheiro parado na conta? Saiba quais os bancos que pagam mais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião