Preço das casas subiu 10% no primeiro trimestre. Portugal teve o quinto maior aumento da Zona Euro

Os preços das casas subiram 5% na Zona Euro no primeiro trimestre, mas em Portugal esse aumento foi um pouco mais do dobro.

No primeiro trimestre as casas ficaram mais caras, em média, 5% na Zona Euro e 5,5% na União Europeia (UE). Mas foram vários os Estados-membros que ultrapassaram estas subidas, mostra o Eurostat. Portugal é um desses casos, em que os preços das casas subiram mais de 10% entre janeiro e março, representando a quinta maior subida de toda a zona europeia.

Esta subida de 5% dos preços na Zona Euro representa “o maior aumento anual desde o segundo trimestre de 2007”, diz o Gabinete de Estatísticas da UE, referindo que estes dados “não foram afetados pelas medidas de contenção ao Covid-19 que os Estados-Membros começaram a introduzir” durante os primeiros três meses do ano. Fazendo uma comparação o último trimestre de 2019, a subida foi de 0,9% na Zona Euro e de 1,2% na UE.

Evolução do preço das casas na Zona Euro e na União Europeia desde 2007 | Fonte: Eurostat

Mas houve vários Estados-membros com subidas bastante acima da média. No topo aparece Luxemburgo, com um aumento de 14% no preço das casas, à frente da Eslováquia (13,1%), da Estónia (11,5%) e da Polónia (11,5%). Mas Portugal também tem lugar no top 5 e aparece com uma subida de 10,3%. Analisando todos os países, a Hungria foi o único que viu uma evolução negativa, com os preços a caírem 1,2%.

Contudo, se analisarmos a evolução deste indicador face ao último trimestre do ano passado, Portugal ocupa a primeira posição. Foi em terras lusas que os preços da habitação mais subiram comparando com o final do ano passado: 4,9%. Atrás aparece a Estónia (4,8%) e a Eslováquia (4%). Por sua vez, os preços desceram em Malta (-4,3%), na Hungria (-1,1%), na Irlanda (-0,8%) e na Bélgica (-0,1%), refere o Eurostat.

Desde 2007, rendas e preço das casas subiram mais de 20%

Os preços das casas e o valor das rendas nos 27 Estados-membros da UE tiveram evoluções bastante diferentes desde 2007 mas, no final, as contas vão dar ao mesmo: subidas de mais de 20%, diz o Eurostat.

No que diz respeito aos preços das casas, houve flutuações ao longo destes 13 anos. “Após um forte declínio inicial após a crise financeira, os preços das casas permaneceram mais ou menos estáveis ​​entre 2009 e 2014. Houve um rápido aumento no início de 2015, data em que começaram a aumentar a um ritmo muito mais rápido do que as rendas”, explica o Gabinete de Estatísticas. Assim, desde o primeiro trimestre de 2007 até ao primeiro trimestre deste ano, os preços das casas subiram 20,5% em toda a UE.

Evolução das rendas e do preço das casas desde 2007 na Zona Euro | Fonte: Eurostat

Fazendo uma análise mais detalhada desde 2007, os preços das casas subiram em 21 Estados-membros e caíram em apenas seis. Os maiores aumentos observaram-se no Luxemburgo (91,4%), na Áustria (91,3%) e na Suécia (82,8%), enquanto as maiores descidas foram observadas na Grécia (-35,6%), na Roménia (-23,6%) e na Irlanda (-17,5%). Em Portugal observou-se uma subida superior a 40%, o dobro da média europeia.

 

Já no que diz respeito ao mercado de arrendamento, a evolução foi constante, ou seja, sempre a subir desde 2007. Assim, desde 2007, as rendas aumentaram 20,8% em toda a UE.

Analisando os Estados-membros, as rendas aumentaram em 26 países e caíram apenas num. Os maiores aumentos observaram-se na Lituânia (101,8%), na República Checa (82,8%) e na Hungria (75,1%), enquanto na Grécia desceram 17,5%. Em Portugal a subida observada nas rendas foi de cerca de 30%, de acordo com o Eurostat.

Evolução das rendas e do preço das casas desde 2007 na Zona Euro e nos Estados-membros | Fonte: Eurostat

(Notícia atualizada às 11h26 com evolução dos preços e das rendas desde 2007)

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Preço das casas subiu 10% no primeiro trimestre. Portugal teve o quinto maior aumento da Zona Euro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião