Pandemia acelera Platforme. Empresa fundada por José Neves lança duas novas unidades digitais

Empresa desenvolve tecnologia que permite às marcas mudarem de um sistema de produção de stock para produção ativada pela compra, reduzindo riscos e desperdício.

Gonçalo Cruz e Ben Demiri, dois dos três cofundadores da Platforme. O terceiro é José Neves, fundador e CEO da Farfetch.D.R.

A Platforme, empresa de tecnologia do Porto detida por José Neves, CEO e fundador da Farfetch, por Gonçalo Cruz e por Ben Demiri, cresceu durante a pandemia, com o lançamento de duas novas unidades de negócio para acelerar a digitalização de marcas de moda e retalho.

A tecnológica criou o standard para a produção “made-to-order”, que permite às marcas mudarem de um sistema de produção de stock para produção ativada pela compra, reduzindo risco, desperdício e excesso de stocks.

As duas unidades de negócio, DDIGITT e Skinvaders, são novidades que já faziam parte do plano estratégico da empresa para 2020, informa a Platforme em comunicado.

No documento, a Platforme explica que a DDIGITT dedica-se à consultoria de estratégias 3D e à criação de produtos digitais ‘as a service’, como protótipos virtuais realistas, e foi pensada para acelerar a transformação digital da indústria da moda. Esta nova unidade de negócio está já a trabalhar em projetos com marcas como a Christian Dior, a Hermès, a Gucci ou a Fendi, entre outras.

Por outro lado, a Skinvaders permite às marcas digitalizar as suas coleções e vender produtos, em formato digital, dentro de videojogos e mundos virtuais. O comércio de produtos virtuais como “skins” representa já metade do valor total dos jogos online, avaliado em 152 mil milhões de dólares.

Plataforma pretende explorar mercado de “skins”, venda de roupa em jogos virtuais.D.R.

“Agora mais do que nunca, a transformação digital efetiva com um retorno prático do investimento é essencial para as marcas”, justifica Gonçalo Cruz, cofundador e CEO da Platforme, citado em comunicado.

Em 2019, a Platforme recebeu investimento do grupo Amorim e de outros investidores internacionais da área de retalho de luxo, no valor de 12 milhões de dólares.

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