OPEP+ alivia cortes na produção de petróleo a partir de agosto

  • Lusa e ECO
  • 15 Julho 2020

O passo de avançar para a segunda fase está em linha com um aumento na procura. Após as declarações, o petróleo segue em alta.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países aliados como a Rússia vão aumentar de forma moderada a produção a partir de agosto, como estava previsto, com a entrada em vigor da segunda fase da redução na oferta que começou maio.

Os ministros da Energia da Arábia Saudita, Abdelaziz bin Salman, e da Rússia, Alexander Novak, confirmaram essa indicação no início de uma reunião de um comité interno da aliança OPEP+, formada em 2016 e que junta os países da organização e 10 produtores independentes.

Avançamos para a próxima fase do acordo“, disse o ministro saudita em referência ao pacto alcançado pelos 23 países, que se comprometeram a retirar do mercado 9,7 milhões de barris por dia, cerca de 10% da oferta mundial, para impulsionar os preços, que caíram devido à crise causada pela pandemia de covid-19.

O corte de dimensões inéditas entrou em vigor no início de maio e prolonga-se até 31 de julho. Abdelaziz bin Salman disse que o passo de avançar para a segunda fase está em linha com um aumento na procura. Após as declarações, o petróleo segue em alta. O Brent negociado em Londres avança 0,89% para 43,28 dólares por barril, enquanto o crude WTI sobe 0,84% para 40,63 dólares.

Brent ganha 0,9% com prolongamento do acordo

Na segunda fase, que entra em vigor em agosto e permanece até ao fim do ano, haverá uma redução mais moderada de 7,7 milhões de barris por dia, o que significa que pode haver um aumento da produção em relação aos níveis atuais de 2 milhões de barris diários. No entanto, o aumento real será menor devido a “compensações” esperadas da parte de alguns membros, como o Iraque e a Nigéria, para corrigir o que não cumpriram entre maio e junho.

A subida da procura prevista resulta da reativação gradual das economias após as medidas de confinamento adotadas para travar a pandemia. “A ligeira diminuição dos atuais cortes na extração de petróleo corresponde à tendência do mercado e permitirá evitar a volatilidade“, disse o ministro russo.

Na Arábia Saudita, o aumento da procura interna que resulta da flexibilização do confinamento será de 500.000 barris diários em agosto e vai absorver grande parte do aumento da produção, explicou Salman. “Apesar do objetivo de uma maior produção em agosto, não haverá mudanças na nossa exportação. Creio que outros na OPEP+ estarão na mesma situação”, insistiu o ministro saudita.

O ministro russo Novak acrescentou que “as maiores dificuldades relacionadas com a queda da procura mundial ficaram para trás“, embora exista a possibilidade de uma segunda vaga da pandemia.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

OPEP+ alivia cortes na produção de petróleo a partir de agosto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião