Elisa Ferreira insta à utilização de fundos europeus para recuperar turismo

  • Lusa
  • 16 Julho 2020

A comissária europeia responsável pela Coesão e Reformas acredita que os fundos da UE vão permitir cumprir os três desafios no setor: a recuperação, a diversificação e a transição ecológica e digital.

A comissária europeia responsável pela Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, apelou esta quinta-feira à utilização de milhares de milhões de euros dos fundos europeus para “recuperar” e “transformar” o setor do turismo, muito afetado pela Covid-19. Na reunião virtual organizada pelas agências de notícias Lusa (portuguesa) e Efe (espanhola), a comissária considerou o turismo um setor económico “chave” na Europa, que tem “um papel crucial” em Portugal e Espanha.

“Deixo-vos com um último desafio, não percam tempo. Com estas oportunidades [ajudas europeias] vem também a responsabilidade. Vocês já demonstraram que podem encontrar excelentes projetos”, disse a responsável do executivo comunitário na videoconferência “Euragora: Turismo em tempos de Covid-19”.

“A crise da Covid-19 veio demonstrar de forma muito clara que temos de assegurar e reforçar a resiliência de todos os setores económicos, e também do turismo”, disse Elisa Ferreira no início do segundo e último dia do fórum virtual.

A comissária europeia mencionou “três desafios” para o setor do turismo e assegurou que os fundos estruturais podem ajudar a atingir esses objetivos.

O primeiro deles é o da “recuperação” dos efeitos negativos sociais e económicos da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

A iniciativa comunitária de “Investimento de Resposta à crise do Coronavírus”, permitiu, nas primeiras semanas da pandemia, em abril, desviar 50 mil milhões de euros que estavam destinados ao apoio das regiões mais pobres da União Europeia para “setores e regiões económica e socialmente mais afetados” pela Covid-19. As alterações também permitem um financiamento até 100% dos custos elegíveis” dos projetos de investimento apresentados, recordou Elisa Ferreira.

Entretanto, Bruxelas propôs, no quadro do Plano de Recuperação Europeu, que deverá ser aprovada pelos chefes de Estado e de Governo da União Europeia nas próximas semanas, a iniciativa REACT-EU, com um envelope financeiro de 55 mil milhões de euros de “dinheiro fresco” para apoiar a política de coesão atual em que as regiões mais ricas ajudam as mais pobres.

O segundo desafio referido por Elisa Ferreira será o de apoiar “a diversificação”, a pensar na ajuda da atividade turística em zonas rurais, que têm problemas de desertificação e despovoamento, com cada vez mais pessoas a preferirem viver em grandes cidades onde têm mais oportunidades de encontrar trabalho.

Finalmente, a comissária mencionou o apoio desejado à “transição ecológica e digital”, onde o turismo “tem a oportunidade de liderar” o caminho.

O turismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia e emprega cerca de 27 milhões de pessoas (12% da força de trabalho).

O setor é a maior atividade económica exportadora em Portugal, tendo sido, em 2019, responsável por 52,3% das vendas ao estrangeiro de serviços e por 19,7% das exportações totais, sendo as suas receitas 8,7% do PIB. De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), o setor em Espanha contribuiu com cerca de 12% para o PIB, e em 2019 o país recebeu quase 84 milhões de turistas internacionais.

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