BE quer proibir despedimentos em empresas com lucros

O BE já anunciou o caderno de encargos apresentado ao Governo no que toca ao Orçamento do Estado para 2021. Quer apertar a legislação laboral e travar despedimentos em empresas lucrativas.

Catarina Martins aproveitou uma conferência de imprensa de reação ao acordo europeu para apresentar o caderno de encargos do Bloco de Esquerda (BE) para o Orçamento do Estado para 2021 (OE 2021).

As três bandeiras endereçam, sobretudo, a precariedade laboral e os despedimentos (sendo uma das medidas a de travar despedimentos em empresas com lucros), mas também o reforço de meios nos serviços públicos de ensino e da saúde.

“O BE identifica como prioritárias três áreas políticas para responder às vulnerabilidades económicas e sociais potenciadas pela crise pandémica”, começou por afirmar a coordenadora do BE, referindo que o Governo já as conhece.

  • A primeira prende-se com “o apoio aos despedidos e outras vítimas da crise”. “O OE 2021 deve dar novas respostas a quem perdeu emprego, salário e rendimento. Esse apoio combinado com apoio social robusto, com mecanismos de salvação de empregos e salários, deve ser acompanhado de uma maior fiscalização dos subsídios às empresas para evitar distorções”, afirmou Catarina Martins.
  • Sobre a segunda área, a bloquista indicou que “a facilitação do despedimento e precariedade criaram uma enorme desproteção para quem trabalha”. “Assim, é urgente a proibição de despedimentos em empresas com lucros, a tomada de medidas de proteção do emprego e dos direitos do trabalho entre outras questões de adaptação das normas laborais às necessidades de combate ao desemprego”, reiterou.
  • Quanto à terceira e última área, Catarina Martins disse que “é essencial o reforço dos serviços públicos, do SNS [Serviço Nacional de Saúde] à escola pública, sem esquecer os equipamentos sociais de apoio às pessoas dependentes”. “Dentro deste terceiro eixo, alertamos para a urgência da concretização da contratação a título definitivo dos novos 8.426 profissionais de saúde, médicos e técnicos, já prevista no OE 2020”, apontou.

Segundo Catarina Martins, “estes três eixos constroem uma plataforma que num contexto adverso permitem combater o empobrecimento massivo a que assistimos na crise anterior”. As declarações, transmitidas pelas televisões, surgem uma semana depois de o Governo ter reunido com os partidos da esquerda para negociar medidas para o OE 2021.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BE quer proibir despedimentos em empresas com lucros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião