Sindicato diz que “adesão à greve dos revisores da CP é total, mas assegura serviços mínimos”

  • Lusa e ECO
  • 24 Julho 2020

Sindicato Ferroviário diz que a adesão dos trabalhadores à greve desta sexta-feira é total, com exceção dos serviços mínimos, uma vez que estão previstos 25% dos comboios.

O Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI) diz que a adesão dos trabalhadores à greve desta sexta-feira é total e uma vez que há serviços mínimos apenas estão previstos 25% dos comboios. A CP já se pronunciou e lamenta que o sindicato tenha optado pelo “conflito”, convocando greves sucessivas numa altura crítica para a empresa.

A adesão à greve é total, com exceção dos serviços mínimos”, disse à Lusa Luís Bravo, do SFRCI, sublinhando que os trabalhadores “aderiram massivamente à greve e têm motivos para o fazer”. “Já no final do dia de ontem [quinta-feira] foram suprimidos comboios regionais e de longo curso”, acrescentou.

Para a CP foi com “estranheza” que a empresa foi confrontada com vários pré-avisos de greve, invocando como razão principal para estas greves a discordância face à referida proposta negocial. Discordância essa que não foi manifestada previamente a esta tomada de posição”, afirma a empresa, em comunicado.

Com a greve nacional de 24 horas, os trabalhadores das bilheteiras e revisores da CP – Comboios de Portugal pretendem exigir a retirada da proposta de regulamento de carreiras apresentada pela empresa, que consideram “humilhante”.

Na mesma nota, a CP sublinha: “Ao invés de querer negociar com a CP, como todos os demais sindicatos estão a fazer, [o sindicato que convocou a greve de hoje] optou pelo conflito e pela convocação de greves sucessivas, que se iniciaram em julho e que se prolongam por todo o mês de agosto, numa altura particularmente crítica e difícil para a empresa, para os portugueses e para o país”.

A CP – Comboios de Portugal alertou na quinta-feira que esperava perturbações na circulação a partir do final do dia e até à manhã de sábado, devido à paralisação.

“A greve abrange o dia 24 de julho, mas o impacto na circulação poderá estender-se para além desse período, sendo expectável ocorrerem, já a partir de hoje, com especial incidência no final do dia, e ainda durante a manhã de 25 de julho, supressões de comboios”, informou na quinta-feira a transportadora ferroviária, em comunicado.

Antes, numa nota aos utentes, a CP já tinha avisado que “por motivo de greve convocada por organização sindical se previam supressões de comboios a nível nacional em todos os serviços no dia 24 de julho”.

Aos clientes que já tenham bilhetes para viajar em comboios que sejam suprimidos, a CP permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos.

A empresa recomenda que os clientes procurem informação atualizada no seu ‘site’, na proximidade da viagem, uma vez que foram decretados serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral, nomeado pelo Conselho Económico e Social.

A greve desta sexta-feira foi anunciada a 10 de julho, com o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante a exigir a retirada da proposta de regulamento de carreiras apresentada pela empresa, que consideram “humilhante”.

“A proposta de regulamento de carreiras que a empresa apresentou na quinta-feira da semana passada [dia 02 de julho] é humilhante para os trabalhadores do comercial e é inaceitável. Nesse sentido, os trabalhadores querem que a empresa retire esta proposta da mesa negocial”, afirmou, na altura, o presidente do sindicato na altura.

Segundo o dirigente sindical Luís Bravo, os trabalhadores “não aceitam” a pretendida “extinção, por fusão, das categorias de revisor e de operador de venda e controlo da bilheteira”, considerando que se “mistura o conteúdo funcional das categorias, quando um trabalhador itinerante não tem nada a ver com um trabalhador fixo de uma bilheteira ou vice-versa”.

“O que nos apresentam é uma polivalência total que não se compreende e que os trabalhadores rejeitam por completo”, sustentou.

Também “inaceitável” para o sindicato é “a extinção de carreiras para onde os trabalhadores podiam progredir, como técnico comercial 1 e 2”.

“Estas e ainda outras questões tornam a proposta da CP inaceitável e os trabalhadores ficaram muito surpreendidos, pela negativa, por aquilo que a empresa vem propor”, afirmou.

(Notícia atualizada às 10h10 com a reação da CP)

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