Bolsas europeias tremem com tensões diplomáticas entre EUA e China

Os principais índices do Velho Continente recuam mais de 1% perante o degradar das relações diplomáticas entre EUA e China, envolvendo o encerramento mútuo e unilateral de missões consulares.

As bolsas europeias estão em queda e a praça portuguesa acompanha a tendência. A degradação acentuada nas relações diplomáticas entre os EUA e a China está a provocar nervosismo nos investidores, ao mesmo tempo que o novo coronavírus continua a alastrar-se a um ritmo elevado em todo o mundo.

O Stoxx 600 perde 0,99%, mas a maioria dos restantes índices nacionais cai mais. O alemão DAX perde 1,39%, o francês CAC-40 recua 1,22% e o espanhol IBEX-35 cede 1,32%. Já o índice nacional PSI-20 recua menos, mas cede ainda assim 0,57%, para 4.512,81 pontos, com a generalidade das cotadas no vermelho.

Uma das quedas com maior ponderação no índice é a da EDP Renováveis, que recua 1,38%, para 14,34 euros, assim como a da Galp Energia. A petrolífera perde 0,87%, para 10,26 euros, face à desvalorização de 0,44% do Brent nos mercados internacionais, a cotar um pouco acima dos 43 dólares o barril.

EDP Renováveis recua na bolsa de Lisboa

Ainda no setor da energia, as ações da EDP estão a desvalorizar 0,62%, para 4,518 euros, numa altura em que os direitos do aumento de capital da elétrica desvalorizam 3,51% e negoceiam a 10,71 cêntimos. É preciso ter 11,75 direitos para adquirir uma das novas ações que a EDP vai emitir a um preço nominal de 3,30 euros.

Depois do disparo de quase 10%, as ações da Nos estão agora estáveis em 3,968 euros, um recuo marginal de 0,05%. Os títulos da operadora negociaram em forte alta na quinta-feira, um dia depois de ter revelado uma queda abrupta nos lucros do semestre, para 35 milhões de euros, mas que foi inferior ao que os analistas receavam.

Uma nota também para os CTT, que segue a perder 1,09%, para 2,27 euros, enquanto a construtora Mota-Engil assume o pior desempenho do índice principal, caindo 1,46%, para 1,212 euros por ação.

Houston, we have a problem

No mercado dos metais preciosos, o preço do ouro estabilizou em torno dos 1.890 dólares a onça. Negoceia próximo do máximo histórico alcançado a 5 de setembro de 2011, altura em que a onça de ouro trocou de mãos a 1.898,99 dólares.

Esta nova escalada do preço do ouro acontece numa altura em que há um “novo” fator a condicionar as negociações. A escalada nas tensões diplomáticas sino-americanas estão a fazer reaparecer os velhos receios de guerra comercial que assolaram os mercados de capitais em todo o mundo ao longo do ano passado. Depois de os EUA ordenarem o encerramento de um consulado chinês em Houston, a China retaliou e forçou o fecho do consulado norte-americano em Chengdu.

Além disso, crescem os receios dos investidores quanto à propagação do novo coronavírus. Os EUA ultrapassaram na quinta-feira a fasquia dos quatro milhões de casos, pouco mais de dois dias depois de terem chegado aos três milhões. Em Espanha, desde que começou o desconfinamento em junho, o número de casos de Covid-19 já quadruplicou.

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