Trump vai dar mais um cheque de 1.200 dólares a cada cidadão

Esta segunda-feira é apresentado um novo pacote nos EUA para combater os efeitos da pandemia no valor de um bilião de dólares. Incluirá um cheque de 1.200 dólares às famílias norte-americanas.

O próximo pacote de medidas para minimizar os efeitos do coronavírus incluirá o pagamento de 1.200 dólares (1.029 euros) aos norte-americanos, anunciou o assessor económico da Casa Branca.

“Está a chegar um cheque de 1.200 dólares que fará parte do novo pacote”, garantiu Larry Kudlow, assessor económico da Casa Branca, em entrevista no programa “State of the Union” da CNN, citado pela CNBC (acesso livre, conteúdo em inglês).

Este próximo pacote, no valor de um bilião de dólares será apresentado esta segunda-feira, e incluirá 16 mil milhões de dólares (13,7 mil milhões de euros) em fundos para testes e incentivos fiscais para as empresas recontratarem funcionários.

Para Larry Kudlow trata-se de “um pacote muito bem direcionado” e “equilibrado”. Além disso, o assessor económico adiantou ainda que a administração de Donald Trump pretende prolongar a moratória de despejo que protegeu milhares de inquilinos norte-americanos de serem despejados nos últimos quatro meses. Esta moratória tinha expirado na sexta-feira passada.

Também o suplemento de 600 dólares semanais (514,73 euros) destinados aos desempregados terminou este fim de semana. Kudlow referiu que a Casa Branca quer substituir este apoio por uma ajuda no valor de 70% do salário quando estavam empregados, acrescentando que “é um apoio bastante generoso” para as famílias norte-americanas.

Em março, os líderes do Senado norte-americano e a Administração de Donald Trump chegaram a acordo para um mega pacote de estímulos orçamentais para responder ao surto de Covid-19. Foram 2 biliões de dólares (equivalente a 1,72 biliões de euros) para ajudar relançar a maior economia mundial.

O “Grande Confinamento” levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na Zona Euro, menos 2,7 pontos do que as previsões de abril. Os EUA são o mais mais fustigado pela pandemia do novo coronavírus, que já provocou mais de quatro milhões de casos e fez 149.849 mortes no país.

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