É oficial. Governo levanta estado de calamidade em 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa

Conselho de Ministros aprovou a passagem de toda a Área Metropolitana de Lisboa para o nível de contingência, deixando assim de distinguir as 19 freguesias que estavam sob estado de calamidade.

Toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML) vai passar a estar em estado de contingência a partir deste sábado, 1 de agosto. As 19 freguesias que estavam em estado de calamidade passam assim a ter as mesmas restrições que as restantes freguesias da região, segundo anunciou esta quinta-feira a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Viera da Silva, após o Conselho de Ministros.

“Neste momento, e dada a tendência decrescente do número de casos, permaneceremos agora com o país — com exceção da AML — com o nível de alerta em que estava até agora, passando toda a região de Lisboa e Vale do Tejo, incluindo toda a Área Metropolitana de Lisboa, à situação de contingência”, disse a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, em declarações transmitidas pela RTP3.

Nesse sentido, e tal como tinha sido já avançado pelo ministro da Administração Interna, passam agora para estado de contingência as freguesias dos cinco concelhos da AML que estavam sob o estado de calamidade.

São elas Santa Clara (Lisboa), quatro freguesias do município de Odivelas (Odivelas e as uniões de freguesias de Pontinha e Famões, Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, e Ramada e Caneças), as seis freguesias do concelho da Amadora (Alfragide, Águas Livres, Encosta do Sol, Mina de Água, Venteira e União de Freguesias de Falagueira e Venda Nova), seis freguesias de Sintra (uniões de freguesias de Queluz e Belas, Massamá e Monte Abraão, Cacém e São Marcos, Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins e a freguesia de Rio de Mouro) e duas freguesias de Loures (uniões de freguesias de Sacavém e Prior Velho, e de Camarate, Unhos e Apelação).

Segundo a ministra, a decisão é justificada com a “evolução positiva que se tem verificado no último mês” nesta região, e dada a redução na última semana de cerca de 30% dos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita avisou, no entanto, que “estas medidas não significam nenhuma menor exigência relativamente aos comportamentos dos cidadãos”.

O governante acrescentou que “as regras de distanciamento social, de etiqueta respiratória, as regras a respeito de não concentrações significativas de pessoas mantêm-se plenamente vigentes“. A limitação de concentração estabelece um máximo de 20 pessoas em todo o território continental à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, onde a limitação é de 10 pessoas.

Todas estas normas serão reavaliadas de 15 em 15 dias, tendo o Executivo apontado a próxima avaliação para 13 de agosto, em Conselho de Ministros.

(Notícia atualizada pela última vez às 14h45)

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