Economia dos EUA afunda 32,9% na maior queda desde os anos 40

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA caiu 32,9% entre abril e junho, uma quebra recorde provocada pelo impacto da pandemia.

A economia norte-americana contraiu 32,9% em termos homólogos no segundo trimestre, uma queda histórica no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA provocada pelo choque do coronavírus, de acordo com a primeira estimativa divulgada esta quinta-feira pelo Departamento do Comércio dos EUA. Esta é a queda mais elevada do PIB desde o início da série, em 1947, mas ficou abaixo do que era antecipado pelos economistas sondados pela Reuters.

Fonte: Reuters

Este afundar da maior economia do mundo dá-se num período que ficou marcado pelas restrições à atividade e por quedas no consumo das famílias e no investimento das empresas. Em maio, alguns Estados deram início a um desconfinamento gradual, mas o ressurgimento de surtos de Covid-19 em algumas regiões ditou novas medidas restritivas. No primeiro trimestre, a economia norte-americana já tinha contraído 5%.

Em simultâneo, o número de pedidos de subsídio de desemprego na última semana voltou a subir, alcançando 1,43 milhões, mostram os dados oficiais revelados esta quinta-feira.

Os números preliminares do PIB mostram que no segundo trimestre registam-se contrações significativas no consumo privado, exportações, inventários (“stocks”), investimento e consumo público, com todos os componentes a convergir para um colapso do PIB, que é, em termos simples, o resultado combinado de todos os bens e serviços produzidos durante um determinado período.

Esta é uma queda do PIB quase sem paralelo na história económica. Por comparação, o pior trimestre da última crise financeira, em 2008, registou uma contração de 8,4% no quarto trimestre desse ano. Antes disso, as contrações trimestrais do PIB estiveram, no máximo, na casa dos 10%.

Apesar de ter começado a recuperar em maio, a economia norte-americana continua condicionada pela crise pandémica. Ainda esta quarta-feira o presidente da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, disse que a atividade económica continua “muito abaixo” dos níveis pré-coronavírus e que há sinais de que o aumento do número de infetados está a afetar a capacidade de recuperação económica.

(Notícia atualizada às 14h23 com mais informação)

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