Nas notícias lá fora: Lufthansa, Monte dei Paschi e Uber

  • ECO
  • 6 Agosto 2020

Pandemia penaliza resultados da Lufthansa e Toyota e Monte dei Paschi pondera emissão de dívida subordinada.

Os efeitos da pandemia de coronavíris continuam a fazer-se sentir, seja nos resultados das empresas, seja na política. A Lufthansa registou de abril a junho a maior queda trimestral de sempre, o que já levou a empresa a dispensar 8.300 trabalhadores. Já a Toyota viu os seus lucros caírem 74% e o Facebook removeu pela primeira vez uma publicação de Donald Trump por “inclui declarações falsas de que um grupo de pessoas é imune à Covid-19”

Financial Times

Lufthansa com perdas trimestrais recorde já despediu 8.300 trabalhadores

A Lufthansa registou perdas de 3,6 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano, devido à pandemia de coronavírus e já cortou 8.300 postos de trabalho. A companhia aérea, que viu o número de passageiros cair 96% no período de abril a junho, registou uma perda líquida de 3,6 mil milhões de euros no primeiro semestre do ano, incluindo 1,7 mil milhões no segundo trimestre de 2020. Esta foi a maior queda trimestral alguma vez registada. No primeiro semestre, o volume de negócios caiu para 8,3 mil milhões de euros, menos 52% em comparação com o período homólogo de 2019) e sofreu um prejuízo operacional de 3,5 mil milhões de euros, quando há um ano tinha registado um lucro de 417 milhões de euros. A Lufthansa, parcialmente nacionalizada para evitar a falência após o tráfego aéreo ter sido perturbado pela pandemia, anunciou que já reduziu o número de empregados em 8.300, e que não exclui despedimentos forçados, incluindo na Alemanha, porque apenas espera que a procura regresse aos níveis pré-crise, na melhor das hipóteses, até 2024.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago /conteúdo em inglês)

Il Sole 24 Ore

Monte dei Paschi pondera emissão de dívida subordinada

O Monte dei Paschi di Siena poderá emitir até 300 milhões de euros de dívida subordinada para melhorar os seus rácios de capital. Esta é uma das medidas que o banco italiano está a adotar para obter a aprovação do Banco Central Europeu ao spin-off que pretende fazer da carteira de créditos malparados. O banco em dificuldades aprovou em junho um plano para retirar do balanço cerca de 8,1 mil milhões de euros de créditos incobráveis ou de cobrança é duvidosa e colocá-los na gestora estatal de ativos AMCO, numa tentativa de se tornar mais atrativo para os investidores numa possível reprivatização. No entanto, para dar luz verde ao negócio, o BCE obriga a que o Monte dei Paschi di Siena fortaleça o capital em cerca de 700 milhões de euros, de acordo com fontes citadas pelo jornal, que revela ainda que o banco já teve contactos informais com o BCE para a emissão.

Leia a notícia completa no Il Sole 24 Ore (link indisponível)

CNBC

Uber vai comprar empresa tecnológica Autocab

A Uber anunciou que iria comprar a empresa britânica de tecnologia Autocab, que vende software de reservas e envio para empresas de transporte privadas, um negócio que vai permitir que a plataforma de mobilidade alcance clientes onde não opera atualmente. Os utilizadores que abrirem a aplicação da Uber em locais onde esta não está presente serão encaminhados para outros prestadores. Esta mudança começa em Inglaterra, mas a empresa tem outros países também em mente. As empresas não adiantaram o valor do negócio.

Leia a notícia completa na CNBC (acesso livre, conteúdo em inglês)

Market Whatch

Lucro trimestral da Toyota cai 74% devido a queda de vendas durante o confinamento

O lucro da construtora de automóveis japonesa Toyota caiu 74% no último trimestre, face ao período homólogo, devido à queda para metade da venda de carros causada pela pandemia. Segundo a construtora, a Toyota registou um lucro de 1,2 mil milhões de euros no período abril-junho deste ano. No mesmo trimestre do ano passado, a empresa tinha registado um lucro de 619 mil milhões de ienes (4,9 mil milhões de euros). A marca vendeu quase 1,2 milhões de veículos em todo o mundo durante o trimestre até junho, o que representa uma redução de quase metade em relação ao 2,3 milhões de veículos que vendeu no mesmo trimestre do ano passado. Todas as construtoras de automóveis foram gravemente prejudicadas pelo confinamento devido à Covid-19, mas a Toyota conseguiu manter lucros no trimestre, o que a empresa justifica com “a resiliência do fabricante no compacto Corolla, do híbrido Prius e dos modelos de luxo Lexus”.

Leia a notícia completa no Market Whatch (acesso livre / conteúdo em inglês)

The Washington Post

Facebook removeu vídeo de Trump alegando que continha desinformação

A rede social Facebook removeu um vídeo da página do Presidente dos EUA, Donald Trump, por “violação dos regulamentos sobre desinformação” acerca da pandemia de Covid-19. O vídeo continha imagens de uma entrevista de Trump ao canal televisivo Fox News, na qual o Presidente republicano garantia que as crianças dificilmente podem contrair o novo coronavírus. Nas últimas semanas, o Presidente tem insistido na tese de as crianças serem “quase imunes” ao novo coronavírus, para justificar as suas pretensões de regresso total do ensino presencial nas escolas norte-americanas. Andy Stone, porta-voz do Facebook, justificou esta decisão inédita com o facto de o vídeo que Trump publicou na sua página da rede social “inclui declarações falsas de que um grupo de pessoas é imune à Covid-19” e “isso é uma violação” das políticas da empresa “sobre desinformação”. Uma entrada no Twitter com o mesmo vídeo, contudo, permanece na conta pessoal de Trump nesta rede social.

Leia a notícia completa no The Washington Post (acesso pago / conteúdo em inglês)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Nas notícias lá fora: Lufthansa, Monte dei Paschi e Uber

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião