Volume de negócios nos serviços e indústria cai mais de 25% com a pandemia

Em junho já se registou um abrandamento das quebras no volume de negócios nos serviços e indústria, com a atividade económica no país a recuperar.

No segundo trimestre do ano, o período mais crítico da pandemia, verificaram-se quebras expressivas no volume de negócios nos serviços, de 30,5%, e nas vendas na indústria, de 25,7%, comparativamente com o mesmo período de 2019. Ainda assim, em junho já se registou um abrandamento das quedas nestes setores, com a atividade económica a recuperar, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira.

No que diz respeito aos serviços, a queda homóloga no volume de negócios foi de 23,2% em junho, depois de ter diminuído 31% no mês precedente. Para esta quebra contribuíram, principalmente, o comércio por grosso, comércio e reparação de veículos e motociclos (que contraiu 15,4%), bem como o alojamento, restauração e similares (que caiu 60,8%), uma das áreas mais prejudicadas pela pandemia.

Volume de negócios nos serviçosINE

Já os negócios na indústria caíram 11,7% em junho, “o que traduz uma recuperação de 19,2 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior”, sinaliza o INE. Tanto o mercado externo como interno tiveram variações menos negativas que as observadas em maio, sendo que foi no externo que se verificou a melhoria mais intensa, passando de uma quebra de 41,3% em maio para uma diminuição de 15,1% em junho.

O setor da energia registou a diminuição homóloga mais intensa, de 19,0% no sexto mês do ano, pesando no índice de volume de negócios. Seguiram-se os bens intermédios, com uma contração de 11,4%.

Já no que toca aos índices de emprego, de remunerações e de horas trabalhadas ajustado de efeitos de calendário, nos serviços, estes “apresentaram variações homólogas de -8,3%, -9,1% e -17,3%, respetivamente”, aponta o INE. Estes indicadores registaram uma melhoria face ao mês anterior, mas pouco pronunciada.

Na indústria, o emprego, as remunerações e as horas trabalhadas registaram quedas homólogas de 2,9%, 2,7% e 9,5%, o que representa uma desaceleração face a maio, quando as variações foram de -3,5% -6,0% e -21,4%, respetivamente.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h15)

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