Cofina ganha 24% desde o relançamento da OPA à Media Capital

A empresa liderada por Paulo Fernandes destaca-se pela positiva numa sessão bolsista lisboeta marcada por perdas. PSI-20 acompanha os pares europeus após dados económicos chineses pouco animadores.

A bolsa nacional entrou com o pé esquerdo na última sessão da semana. Segue no vermelho pelo segundo dia alinhada com as pares europeias, perante dados económicos chineses pouco brilhantes e com as preocupações sobre um atraso nos estímulos orçamentais dos EUA a desencorajarem alguns investidores de assumirem riscos. Por Lisboa, o BCP é o título que mais pressiona o índice de referência. Fora do índice, referência para a Cofina que volta a disparar: quase 5%, estendendo para mais de 24%, o ganho acumulado desde que relançou a Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a Media Capital.

O PSI-20 recua 0,49%, para os 4.457,29 pontos, com a maioria dos títulos que o compõem no vermelho. Na Europa, o Stoxx 600 — índice que reúne as 600 principais capitalizações bolsistas europeias — perde 0,2%.

Da China as notícias não são particularmente animadoras. Em julho, a produção industrial daquele país subiu 4,8%, em termos homólogos, aquém do crescimento de 5,2% que era previsto, enquanto as vendas a retalho desceram 1,1%, quando as projeções apontavam para uma subida ligeira de 0,1%. Entretanto, mantém-se o impasse nos EUA entre republicanos e democratas em torno do novo pacote de estímulos à economia.

Por Lisboa, a tendência geral é no sentido das quedas, distribuídas pela maioria dos títulos, mas com o BCP a pesar mais nesse rumo. As ações do banco liderado por Miguel Maya desvalorizam 0,84%, para os 10,57 cêntimos.

Entre as cotadas que mais contribuem para o recuo do índice lisboeta incluem-se a Galp Energia que vê os seus títulos perderem 0,52%, para os 9,624 euros. Acrescem ainda as ações da Sonae que caem 1,22%, para os 60,80 cêntimos, um pouco atrás dos títulos dos CTT que desvalorizam 1,36%, para os 2,905 euros.

Fora do PSI-20, destaque para a Cofina que após um disparo de 17% no seguimento da oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Media Capital na sessão anterior, volta a valorizar esta sexta-feira. As ações da empresa liderada por Paulo Fernandes somam 4,65%, para os 27 cêntimos.

(Notícia atualizada às 8h27)

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