Qual é o sapato mais caro made in Portugal? É feito com pele de alligator do Mississípi e pode custar 7.500 euros

O sapato mais caro made in Portugal é masculino, tem linhas clássicas e é de pele exótica de alligator do Mississípi. Um par pode custar, em média, entre 4.000 a 7.500 euros.

Portugal é conhecido mundialmente pela indústria do calçado e está na lista dos 20 melhores produtores. Os consumidores de várias nacionalidades estão dispostos a pagar mais pelo sapato português e o facto de ter a etiqueta a dizer Made in Portugal aumenta em 28% o valor do sapato.

Pele, confeção, matéria-prima, mão-de-obra, design, marca. Existem sapatos para todos os gostos e preços, mas afinal qual é o mais caro made in Portugal? É um sapato masculino de luxo com linhas clássicas e pele de alligator do Mississípi. Um par de sapatos pode custar, em média, entre 4.000 a 7.500 euros.

A empresa Calçado Centenário comprova que o sapato mais caro é o de pele de alligator do Mississípi que pode custar entre 6.500 a 7.500 euros. “O modelo mais caro que fizemos foi com pele de alligator do Mississípi especial. Cada par de sapatos gastava quase três peles de animal”, conta o diretor comercial da Centenário, Hugo Ferreira.

À semelhança da Centenário, na Carlos Santos Shoes o sapato mais caro também é o masculino com pele exótica de alligator do Mississípi, sendo que o preço pode variar entre os 4.000 a 5.000 euros. O presidente da empresa Carlos Santos Shoes, Carlos Santos, explica ao ECO que dentro das peles exóticas, as “melhores peles são a do alligator do Mississípi. A origem tem muita influência na qualidade e dentro do horizonte da pele de crocodilo existem vários patamares a nível de qualidade”, refere.

 

Face ao preço praticado no mercado, este tipo de calçado é vendido em lojas de luxo. “São peles que custam, para nós, 20 euros por centímetro e cada pele custa em média 900 euros por pele”, explica o diretor comercial da Centenário, Hugo Ferreira.

Nem todos se podem dar ao luxo de ter um par de sapatos de pele de alligator do Mississípi. O presidente da Carlos Santos Shoes adianta que “são pedidos muitos esporádicos vindos de clientes muitos específicos”. O presidente da empresa de calçado português conta que este tipo de cliente é na sua grande maioria estrangeiros, de todos os cantos do mundo. “Naturalmente existem determinados tipos de cultura como os árabes e/ou russos que gostam de ostentar um sapato deste género”, conta Carlos Santos.

Na Centenário, este tipo de clientes é essencialmente de origem americana, mas Hugo Ferreira ressalta que também têm clientes do Médio Oriente à semelhança da Carlos Santos Shoes. Face ao preço e à especificidade do cliente, são pedidos muito poucas unidades por ano. “Podemos ter dois ou três pedidos por ano”, esclarece Carlos Santos. Na Centenário a procura é um pouco superior. “Se o cenário não fosse de pandemia, o normal seria vendermos meia dúzia deste tipo de sapato por ano“, constata o diretor comercial.

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