Produção na construção afunda 13,6% na Zona Euro no segundo trimestre

  • Lusa
  • 20 Agosto 2020

Apesar da queda, houve uma melhoria mensal, com a produção na construção a recuperar em junho 4% na zona euro e 2,9% na UE face a maio de 2020.

A produção na construção recuou 13,6% na zona euro no segundo trimestre deste ano, em comparação com o período homólogo de 2019, afundando também 10% face aos três primeiros meses do ano, anunciou esta quinta-feira o Eurostat.

Dados do gabinete de estatísticas comunitário revelam que, entre abril e junho de 2020, quando as medidas de contenção para a covid-19 entraram em vigor e começaram depois a ser aliviadas, ambos os segmentos da produção na construção – construção de edifícios e engenharia civil – foram afetados, caindo na zona euro respetivamente 14,2% e 10,5% na comparação homóloga e 10,4% e 7,9% na variação em cadeia.

No conjunto da União Europeia (UE), a produção na construção caiu, no segundo trimestre, 12% face ao mesmo período de 2019, devido às quedas na construção de edifícios (12,5%) e engenharia civil (9,4%).

Relativamente ao trimestre anterior, o primeiro deste ano, registou-se no segundo trimestre um decréscimo de 8,9% no total da produção na construção na UE, em resultado das diminuições na construção de edifícios (9,2%) e engenharia civil (8%).

Só atentando no mês de junho, marcado pelo abrandamento das medidas restritivas para a pandemia, a produção na construção caiu 5,9% na zona euro e 5,8% na UE face ao mesmo mês de 2019. Ainda assim, houve uma melhoria mensal, com a produção na construção a recuperar em junho 4% na zona euro e 2,9% na UE face a maio de 2020.

Entre os Estados-membros para os quais existem dados disponíveis, os maiores aumentos mensais de junho foram verificados em França (+12,0%), Hungria (+6,1%) e Bulgária (+4,7%), enquanto as maiores descidas se registaram na Eslovénia ( 7,1%), Suécia ( 6,6%) e Eslováquia ( 4,9%).

Já na comparação homóloga, os maiores decréscimos na produção na construção foram observados na Eslováquia (17,8%), Hungria (15,7%) e Eslovénia (15,3%), com os maiores aumentos a serem observados na Roménia (+6,9%), Alemanha (+1,4%), Finlândia (+1,2%) e Holanda (+0,8%).

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