Retalhistas alemães de bicicletas ultrapassam crise. Vivem “boom” no mercado

  • Lusa
  • 20 Agosto 2020

Os retalhistas alemães de bicicletas estão entre os que melhor ultrapassam a crise provocada pela Covid-19. O Instituto de Pesquisa Económica alemão refere-se a um autêntico "boom" neste mercado.

Os retalhistas alemães de bicicletas estão entre os que melhor ultrapassam a crise provocada pela pandemia de covid-19, de acordo com uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Económica (Ifo, sigla em ingês), que refere um “autêntico boom” neste mercado.

De acordo com os dados do Ifo divulgados esta quinta-feira, quase todos os retalhistas de bicicletas alemães estão satisfeitos com a sua atual situação de negócios, registando avaliações de 95 pontos em 100.

“Os retalhistas de bicicletas estão a passar por um autêntico boom”, afirma, em comunicado, o chefe de pesquisas do Ifo, Klaus Wohlrabe.

Destacam-se também outros setores de atividade, com resultados “particularmente bons”, como o de materiais de construção e bricolage (83,1 pontos), alimentos e bebidas (62,8 pontos), lojas de móveis e equipamentos (40,7 pontos), retalho de eletrónicos de consumo (29,7 pontos) e retalho informático (33,3 pontos).

“Por outro lado, a situação parece sombria para retalhistas de roupas de todos os tipos, incluindo calçado, e para lojas que vendem artigos de pele e malas”, aponta Wohlrabe.

Segundo a pesquisa, as suas avaliações correspondem a 60,9 pontos negativos e 85,0 pontos negativos, respetivamente.

A situação já estava muito má nas concessionárias de automóveis e elas também estão a emergir da crise do coronavírus muito lentamente”, acrescenta o responsável, adiantando que a avaliação, neste caso, é de 37 pontos negativos.

Em Portugal, a procura cresceu 500% entre maio e julho e o stock está esgotado em Portugal. Devido à pandemia, os portugueses procuram outras alternativas de meio de transporte e as principais razões para o aumento da procura são o medo do contágio da Covid-19, manter a forma física e evitar recintos fechados, revela a plataforma de comércio online KuantoKusta.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Retalhistas alemães de bicicletas ultrapassam crise. Vivem “boom” no mercado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião