Rio avisa Governo que combate à pandemia tem de ter “eficácia muito maior”

Em visita a dois lares, Rio preparou o terreno para fazer novas críticas ao Governo, agora que o efeito surpresa de março e abril vai desaparecendo. O líder do PSD pede uma "eficácia muito maior".

O presidente do PSD alertou esta segunda-feira o Governo que o benefício da dúvida dado em março e em abril não se irá repetir em novembro. Para Rui Rio é preciso uma “eficácia muito maior” na gestão da pandemia este outono e inverno dado que o conhecimento sobre o vírus também é maior.

Numa visita a dois lares no norte do país, Rio foi claro: “Se em março e abril não era justo fazer críticas” por causa do elemento surpresa, “à medida que o tempo passa, já temos de exigir do Governo que tudo o que aprendemos possa ser agora colocado em prática para que em novembro possamos combater a pandemia com uma eficácia muito maior porque o conhecimento também é muito maior“, explicou, em declarações transmitidas pela RTP3.

O líder da oposição aproveitou uma visita a dois lares em Arcos de Valdevez e Ponte de Lima para dar destaque ao que “correu muito mal” nesta área, dando “maior visibilidade ao que fazem [os lares] e as carências que têm”. Uma das ideias que reteve dos responsáveis dos lares foi a possibilidade de os médicos deslocarem-se aos utentes do lar em vez de estes terem de ir ao centro de saúde ou hospitais.

“É preciso um melhor entrosamento entre o Ministério da Saúde e o da Segurança Social”, disse, assinalando que ambos iam ganhar assim como a sociedade. Referindo-se ao lar de Reguengos de Monsaraz, o líder do PSD diz que “não deve haver confusão” como a que existiu neste caso.

Ninguém percebeu o que se passou no lar de Reguengos“, apontou, pedindo novamente que seja tornado público o relatório oficial da equipa da Segurança Social para “perceber o que correu mal”, nomeadamente a “fraquíssima qualidade das circunstâncias dos idosos”.

Rui Rio aproveitou também a sua intervenção para elogiar os médicos portugueses, falando em “aplausos merecidos” e do papel “notável” que têm tido, não só em Portugal mas por todo o mundo.

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