Qual o maior Governo de sempre em Portugal? E o mais pequeno?

A dimensão do Governo tem sido utilizada para ganhos políticos: há os minimalistas que argumentam com as poupanças para o Estado e os mais ambiciosos que referem as muitas prioridades do país.

O maior Governo de sempre e o mais pequeno estão separados por poucos anos e ambos foram utilizados para ganho político.

O primeiro trata-se do atual Executivo, o 22.º Governo constitucional da República portuguesa, e é liderado por António Costa. Além do primeiro-ministro, há 19 Ministérios compostos por 19 ministros e 50 secretários de Estado. No total, o atual Governo tem 70 membros e foi apelidado desde logo como o maior da democracia portuguesa, superando os 18 ministros do Governo de Pedro Santana Lopes.

Em reação às críticas quanto entregou a lista do seu Executivo, Costa ripostou: “Os Governos não se medem em função do número de membros, mas devem ter uma orgânica ajustada ao programa do Governo e às prioridades do país“. O primeiro-ministro explicou em concreto o porquê de ter autonomizado num ministério assuntos como o planeamento, a coesão territorial e ainda o da modernização e administração pública.

Se o atual é o maior Executivo de sempre, basta recuar cerca de oito anos para encontrar o Governo mais pequeno de sempre: foi o de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, com o PSD em coligação com o CDS, em 2011. Ao todo, esse Governo, que não tinha um Ministério da Cultura, por exemplo, tinha apenas 11 ministros: além do primeiro-ministro e Portas, estava Vítor Gaspar, Aguiar-Branco, Miguel Macedo, Paula Teixeira da Cruz, Miguel Relvas, Álvaro Santos Pereira, Assunção Cristas, Paulo Macedo, Nuno Crato e Pedro Mota Soares.

O Governo com menos membros em ministros e secretários de Estado de que há memória em Portugal”, prometeu Pedro Passos Coelho na campanha das legislativas de 2011, sinalizando que a obrigação de cortar custos vinha também do Executivo. O ex-primeiro-ministro viria a cumprir essa promessa, mas ao longo da legislatura o Governo foi ganhando tamanho com as remodelações e terminou com 15 ministros.

Antes do Governo de Passos Coelho, a marca de Governo mais pequeno também pertencia ao PSD. Foi no primeiro Governo de Cavaco Silva e no de Francisco Sá Carneiro, ambos na década de 80, com Executivos de 13 ministros mais o respetivo primeiro-ministro.

Quanto custa fazer uma máscara? Quanto gasta cada família com as telecomunicações? Quanto cobra uma imobiliária para vender a casa? Ou qual a profissão mais bem paga do país? Durante todo o mês de agosto, e todos os dias, o ECO dá-lhe a resposta a esta e muitas outras questões num “Sabia que…”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Qual o maior Governo de sempre em Portugal? E o mais pequeno?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião