Condomínio abre disputa entre sócios Amorim e Vanguard na Comporta

Guerra de condóminos no loteamento de NTDC, em Grândola, não vai afetar "forte relação de parceria" com a Vanguard, diz a Amorim Luxury, que colocou uma ação contra o sócio na Comporta.

“Questões prosaicas de condomínio” levaram a Amorim Luxury a avançar esta semana com uma ação no tribunal de Lisboa contra o sócio Vanguard na Herdade da Comporta, onde duas partes estão a desenvolver um projeto turístico de grande envergadura.

Apesar da disputa judicial, relacionada com aspetos de “índole essencialmente técnica”, a empresa de Paula Amorim considera que a “forte relação de parceria” com a Vanguard, do milionário francês Claude Berda, não será afetada pela ação judicial que colocou esta terça-feira no Juízo Local Cível de Lisboa. Nem tão pouco tem a ver com os projetos individuais e comuns que têm na Herdade da Comporta, adquirida em consórcio no final do ano passado, assegurou ainda.

A ação intentada pela Amorim Luxury tem por objeto única e exclusivamente questões relacionadas com a administração das partes comuns do loteamento do Núcleo de Desenvolvimento Turístico do Carvalhal (NDTC), nada tendo a ver com os projetos individuais da Amorim Luxury e da Vanguard, nem com os que estão a ser desenvolvidos em conjunto pelas mesmas”, esclareceu fonte oficial da Amorim Luxury em declarações ao ECO.

A mesma fonte adiantou ainda que a “circunstância de ter sido intentada contra as diversas entidades e bem assim o valor da mesma [cerca de 30 mil euros] prendem-se única e exclusivamente com exigências puramente formais e processuais“.

Assinatura da escritura de compra e venda da Herdade da Comporta.D.R.

Do lado da Vanguard, questionada esta quarta-feira pelo ECO, a empresa desconhecia ainda o teor da ação da Amorim Luxury. “A Vanguard não tem por hora conhecimento de qualquer ação judicial, pelo que não se encontrada capacitada para prestar comentários sobre o tema que desconhece”,disse fonte oficial da Vanguard, mostrando-se “disponível para prestar todos os esclarecimentos” assim que conhecer a ação.

Já esta quinta-feira, a Vanguard acrescentou que “desconhece a possibilidade de ter sido praticado algum ato suscetível de legítima dúvida”.

“A Vanguard Properties, que em 14 de novembro adquiriu a grande maioria dos dois loteamentos, representando mais de 88% do valor do negócio, mantém o desenvolvimento dos seus projetos, conforme previsto, tendo aliás, a totalidade do mesmo, devidamente assegurado em termos económicos e financeiros”, acrescenta fonte oficial da Vanguard.

São 12 as entidades visadas neste processo colocado pela Amorim Luxury: várias empresas da Vanguard, incluindo a Vanguardeagle Asset Management, e um diretor da Vanguard, e ainda uma sociedade alemã.

Estas empresas são co-proprietárias de vários lotes no loteamento NDTC, um dos dois loteamentos adquiridos no ano passado pelo consórcio formado entre a Vanguard e a Amorim Luxury. Já Paulo Duarte, diretor da Vanguard, é visado depois de ter sido designado administrador do condomínio do loteamento NDTC constituído em assembleia de condóminos realizada em junho e que estará agora a ser contestada pela Amorim Luxury.

Esta assembleia de condóminos tomou várias deliberações: constituição do condómino e respetiva nomeação do administrador, as permilagens (que correspondem à área de construção de cada um dos lotes e determinam a quota parte de cada condómino nas despesas do condomínio), o pedido à Autoridade tributária do número de identificação fiscal e a abertura de conta bancária.

(Notícia atualizada às 13h57 com reação da Vanguard)

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