Maioria das propostas para Visão Estratégica de Costa Silva veio de cidadãos

Dois terços das 1.153 propostas que chegaram ao Governo sobre a Visão Estratégica de Costa Silva veio da mão de cidadãos.

António Costa Silva já tinha adiantado na segunda-feira ao ECO que o documento que apresentou em julho, a antecâmara do plano de recuperação, tinha recebido mais de 700 contributos. Esta terça-feira o Governo revelou os dados finais sobre a consulta pública: recebeu 1.153 propostas, sendo que dois terços tiveram origem em cidadãos enquanto as restantes vieram de empresas e outras instituições.

Relativamente à origem dos contributos, sensivelmente dois terços dos mesmos provêm de particulares, tendo os restantes sido enviados por instituições e empresas“, respondeu o gabinete do primeiro-ministro após ter sido questionado sobre o balanço da consulta pública, revelando que recebeu 1.153 propostas para a “Visão Estratégia para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030”.

O professor do Instituto Superior Técnico e CEO da Partex tinha classificado o número de contributos de “muito interessante” por ser um sinal “muito bom” sobre a discussão pública do plano de recuperação na sociedade portuguesa. Além disso, Costa Silva tinha dito que houve contributos de todas as áreas, o que se confirma nos dados do Executivo.

O gabinete do primeiro-ministro confirma também que a sessão de balanço da consulta pública terá lugar no dia 15 de setembro, como o ECO revelou, e que “serão convidados todos os que participaram na consulta“. “Vamos retirar dos contributos o que é essencial para melhorar a visão estratégica”, tinha explicado Costa Silva.

Este é mais um passo que o Governo dá até ao desenho de um esboço do plano de recuperação que o Executivo deverá enviar para a Comissão Europeia até 15 de outubro, sendo que a versão final terá de ser entregue até 30 de abril do próximo ano. Após a avaliação de Bruxelas, Portugal deverá ter acesso a 12,9 mil milhões de euros ao abrigo do Instrumento de Recuperação e Resiliência do próximo orçamento europeu.

Qualificações e transição digital recebem mais propostas

Dos oito eixos definidos por Costa Silva, o que gerou mais interesse, tendo em conta o número de propostas, foi o da “Qualificação da População, a Aceleração da Transição Digital, as Infraestruturas Digitais, a Ciência e Tecnologia” com 187 propostas.

Fonte: Gabinete do primeiro-ministro.

Segue-se eixo da “Coesão do Território, Agricultura e Floresta” com 157 e o eixo “Uma Rede de Infraestruturas Indispensáveis” com 156 propostas. O eixo relativo ao Estado Social e o eixo sobre a “Reindustrialização do País – Uma Indústria Competitiva e de Futuro” também receberam mais de 100 propostas.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro, “é a partir desta visão estratégica que será desenhado o Plano de Recuperação, a apresentar à Comissão Europeia, com vista à utilização dos fundos europeus disponíveis”, cuja alocação “deve assentar num pensamento estratégico sobre o futuro do país”.

Trata-se, pois, de formular uma visão para Portugal no horizonte de uma década, visão essa que enformará a estratégia de recuperação económica da crise provocada pelo novo coronavírus, servindo ainda de referencial para o modelo de desenvolvimento do país num contexto pós-Covid”, conclui o gabinete de António Costa.

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