Portugal Fashion na Alfândega do Porto “entre o físico e o digital”

  • Lusa
  • 3 Setembro 2020

Organização avança com o evento na tentativa minimizar o impacto negativo que a Covid-19 teve na indústria da moda, dando "alguma esperança aos criadores".

O Portugal Fashion regressa à Alfândega do Porto entre 15 e 17 de outubro, numa edição entre “o físico e o digital”, depois de, em março, o evento ter sido interrompido no âmbito das medidas de combate à pandemia de Covid-19.

Mesmo com o país a entrar novamente em estado de contingência a partir de 15 de setembro, a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários, responsável pela organização do evento, decidiu avançar com a realização do evento em outubro, na tentativa minimizar o impacto negativo que a Covid-19 teve na indústria da moda, dando “alguma esperança aos criadores” que têm enfrentado grandes dificuldades aos longo dos últimos meses, explicou à Lusa.

A associação sublinha que o Portugal Fashion é um evento profissional, sendo a partir do mesmo que “se desenvolvem todas as dinâmicas de negócio e vendas, essenciais à atividade de designers e marcas”.

“Naturalmente que o Portugal Fashion está convicto de que o evento se vai realizar, embora em moldes muito diferentes do que seria habitual, tal como tem acontecido nas Semanas da Moda internacionais, bem como em outros eventos em Portugal, com um número muito restrito de pessoas e dando primazia aos espaços exteriores“, assinala a ANJE em resposta à Lusa.

Questionada sobre as medidas de segurança e a lotação máxima do evento, a organização adiantou apenas que a “preparação da 47.ª edição tem sido coordenada e pensada com o apoio de especialistas em Saúde Pública e será sempre validada pelas autoridades competentes”.

A associação escusou ainda avançar com a programação prevista para a 47.ª Edição (Primavera/Verão 2021), adiantando apenas que “será uma edição entre o físico e o digital”.

Na segunda-feira, a Câmara do Porto vota a atribuição de um apoio, solicitado pela ANJE, para a realização da edição de outubro do Portugal Fashion, até ao montante máximo de 50.000 euros, a pagar mediante a apresentação de documentação comprovativa da realização de despesas concretas efetuadas no âmbito do respetivo evento.

De acordo com a informação disponibilizada à autarquia, na última edição, realizada em março, e interrompida no final do primeiro de três dias previstos, estiveram presentes 200 profissionais de comunicação social e alcançou “uma audiência de 1,5 milhões de pessoas, bem como 972 publicações nas redes sociais e 332 notícias na comunicação social, gerando um retorno mediático na ordem dos 1,5 milhões de euros”.

Pela primeira vez em 25 anos, a 46.ª edição do Portugal Fashion teve início no dia 12 de março à porta fechada, por causa da pandemia do novo coronavírus e a sua realização “esteve sempre dependente da evolução da epidemia e dos pareceres técnicos das autoridades de saúde”, com as quais a organização esteve “em contacto permanente”.

Em 13 março, tendo em conta as medidas decretadas pelo Governo no âmbito do combate à pandemia de covid-19, a organização do Portugal Fashion decidiu cancelar a 46.ª edição da iniciativa.

À data, fonte oficial da iniciativa, explicou que a decisão de cancelar a 46.ª edição, que esteve sempre em cima da mesa, acabou por ser tomada com o acordo da Direção-Geral de Saúde (DGS), tendo em conta as medidas decretadas, entretanto, pelo Governo.

A pandemia do coronavírus que provoca a Covid-19 já provocou pelo menos 863.679 mortos e infetou mais de 26 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.827 pessoas das 58.633 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal Fashion na Alfândega do Porto “entre o físico e o digital”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião