Pedro Nuno Santos sobre a TAP: “Nós temos uma grande preocupação com a cobertura do território”

O Governo garante que a estratégia da TAP também passará pelo Porto e Algarve. Outra prioridade é a ligação do Atlântico Sul à Europa, onde existe um "grande potencial".

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, garantiu esta terça-feira que o plano de reestruturação da TAP não se esquecerá do Porto e do Algarve, assim como da ligação do Atlântico Sul à Europa. Além disso, o governante rejeitou a ideia de que a transportadora aérea vai-se transformar numa low cost, como acusou a comissão de trabalhadores da empresa.

Nós temos uma grande preocupação com a cobertura do território“, afirmou Pedro Nuno Santos, em declarações transmitidas pela RTP3, assinalando que “Porto e Algarve não são estranhos nesta estratégia”.

O ministro das Infraestruturas referiu ainda que o “Governo quer salvar a TAP”, porque ela é “importante para o país, mas lembrou que a companhia aérea “não pode ser maior do que as necessidades”, para “ser economicamente viável”.

Pedro Nuno Santos disse que o plano de reestruturação, que está a ser preparado com a assessoria da consultora Boston Consulting Group (BCG), também terá de manter a prioridade da ligação do Atlântico Sul à Europa “através do hub“, na qual há “grande potencial”. “Não queremos perder essa mais-valia para o país que tem contribuído para que muitas receitas fiquem em Portugal”, disse.

Questionado sobre a acusação da comissão de trabalhadores que diz que a reestruturação levará a “uma Tapzinha low cost“, Pedro Nuno Santos registou essa hipótese, dizendo que a TAP não será uma transportadora low cost, até porque “são negócios diferentes”. “Nós nem sequer teríamos capacidade para competir com essas companhias low cost“, acrescentou.

O plano de reestruturação da TAP terá de ser entregue em breve à Comissão Europeia ao abrigo do acordo que permitiu o Governo português intervir na empresa, apesar das regras de concorrência europeias. “A vantagem é que somos nós a controlar o que está a ser feito na TAP“, argumentou Pedro Nuno Santos, alegando que “isso ao menos dá um descanso ao povo português“, apesar de admitir que a operação “implica um esforço significativo”, à semelhança do que aconteceu noutras companhias aéreas na Europa.

Com a aquisição da posição detida pela Atlantic Gateway, o Estado Português passa a deter uma participação social total de 72,5% e os correspondentes direitos económicos na TAP SGPS, pelo montante de 55 milhões de euros. A este valor acresce os 1.200 milhões de euros que poderão ser emprestados à empresa. Neste momento, já foram entregues 499 milhões de euros.

Segundo o Público, a TAP irá escolher nas próximas semanas um banco de investimento para fazer um teste de mercado no sentido de procurar potenciais interessados em entrar no capital. A ideia é que a empresa tenha um parceiro quando entregar à Comissão Europeia o plano de reestruturação daqui a cerca de dois meses.

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