João Leão já perdeu quase toda a equipa inicial em cerca de dois meses

Novo chefe de gabinete, Carlos Domingues, assume funções esta quarta-feira. Todos os adjuntos, que já vinham da equipa de Mário Centeno, saíram e alguns técnicos especializados também.

Já pouco resta da equipa inicial que integrou o gabinete do novo ministro das Finanças, João Leão, apurou o ECO. A começar pelo chefe de gabinete e a acabar nos assessores de imprensa, as saídas foram acontecendo. Mas esta quarta-feira já entra sangue novo no gabinete.

O novo chefe de gabinete é Carlos Domingues e assume funções já esta quarta-feira, segundo apurou o ECO. Trata-se de um regresso a casa, porque este era o antigo chefe de gabinete do próprio João Leão, quando era secretário de Estado do Orçamento. Licenciado em Direito pela Universidade Católica, antes de ir para as Finanças foi por duas vezes chefe de gabinete de Vieira da Silva e fez grande parte do seu percurso profissional na área do Trabalho.

João Leão, quando assumiu funções como ministro das Finanças, a 15 de junho, herdou o núcleo duro do gabinete de Mário Centeno. Entre chefe de gabinete e adjuntos, só Gonçalo Grade Ribeiro não continuou no Terreiro do Paço aquando da passagem de testemunho. Mas, bastaram pouco mais de dois meses e meio para a equipa se desfazer.

O chefe de gabinete, Bruno Pereira, e os quatro adjuntos já cessaram funções. Diogo Melo, Teresa Henriques, Vitorino Oliveira e Débora Rodrigues já não integram o gabinete de João Leão. A saída de Teresa Henriques já foi publicada em Diário da República, mas o mesmo não acontece com todos os elementos que cessaram funções. O período de férias pode ajudar a explicar alguns atrasos — até porque não há prazos definidos para a publicar em Diário da República os despachos de nomeação e exoneração –, mas assim também se evita a perceção da dimensão das saídas. Nem todas com explicações óbvias relativas ao percurso profissional.

Débora Rodrigues saiu para ocupar o cargo de adjunta do gabinete de apoio à presidência da Câmara Municipal de Almada, como avançou o Jornal Económico, na sequência da publicação da nomeação em Diário da República. A até aqui adjunta de Centeno e João Leão trocou as Finanças pela margem sul para trabalhar com a socialista Inês de Medeiros, tendo iniciado funções a 24 de agosto.

Vitorino Gomes Oliveira, diplomata de carreira (presentemente é terceiro-secretário de embaixada), deixou o gabinete no âmbito do movimento diplomático. O ex-adjunto de Centeno e de Leão, onde desempenhou funções de assessor diplomático, está agora na representação de Portugal junto das Nações Unidas, em Nova Iorque.

De malas feitas estão também os dois assessores de imprensa, Mónica Paredes e Miguel Pinto, que também deixam o gabinete, passando a pasta a Catarina Duarte, que é a antiga assessora do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Viera da Silva, no primeiro Governo de António Costa. Esta estava atualmente no Ministério das Infraestruturas, com Pedro Nuno Santos.

Mas as mudanças não se devem ficar por aqui já que Hugo Coelho também deverá sair e regressar a Londres de onde veio para ajudar Mário Centeno durante a presidência do Eurogrupo. O técnico especialista que veio para Lisboa para reforçar a equipa que contava na altura também com Luís Rego, como porta-voz do presidente do Eurogrupo.

O ECO sabe que João Leão está em contactos para contratar um economista e um jurista para ajudar a suprir as falhas com que é agora confrontado no seu gabinete. O ECO contactou oficialmente as Finanças, mas não obteve resposta até à publicação deste artigo.

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