Aplicação portuguesa de rastreio à Covid a caminho dos telemóveis da Huawei

O INESC TEC e a Huawei estão a trabalhar numa adaptação da aplicação portuguesa de rastreio à Covid-19 ao sistema dos novos telemóveis da marca, que não têm a Play Store da Google.

O INESC TEC está a trabalhar com a Huawei para lançar a aplicação portuguesa de rastreio à Covid-19 na “loja” de apps da marca, apurou o ECO junto das duas organizações. Atualmente, a STAYAWAY COVID está apenas disponível nas lojas da Google e da Apple.

O instituto promotor da aplicação entende que é benéfico para a sociedade que a app também seja compatível com os telemóveis mais recentes da Huawei. Estes, apesar de correrem o sistema Android, não contam com a loja de aplicações Play Store da Google, devido às restrições aplicadas pelos EUA no ano passado.

Segundo explicou ao ECO Rui Oliveira, administrador do INESC TEC, a Huawei tem já um sistema de contact tracing alternativo ao que foi desenvolvido pela Google e pela Apple, permitindo assim ao INESC TEC adaptar a aplicação. Ainda não está fechada uma parceria, mas as conversações estão em curso.

Também a Huawei já tinha confirmado esta informação ao ECO, numa altura em que a aplicação ainda nem estava disponível ao público. Durante uma entrevista em julho, Ana Lorena, diretora de marketing da tecnológica, confirmou que a empresa estava em conversações com o INESC TEC para contar com a STAYAWAY COVID na App Gallery, a loja de aplicações da Huawei.

Se uma parceria resultar destas conversações, uma versão da STAYAWAY COVID, compatível com a versão que atualmente é pública, poderá ser disponibilizada na App Gallery dos smartphones mais recentes da Huawei. Este problema não afeta os mais antigos, que ainda contam com a Play Store da Google instalada de origem no sistema.

A aplicação STAYAWAY COVID recorre ao Bluetooth dos telemóveis para rastrear possíveis casos de contágio de Covid-19. O aplicativo foi endossado pelas autoridades de saúde portuguesas e pelo Governo e, esta quarta-feira, contava já com 707.669 downloads, um número que andará muito próximo da quantidade de portugueses que têm efetivamente a aplicação no smartphone, assegurou Rui Oliveira.

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