Bispos impedem divulgação das contas do Santuário de Fátima

  • ECO
  • 12 Setembro 2020

Por causa de um diferemento tributário com o fisco, os bispos têm impedido a divulgação das contas do Santuário de Fátima desde 2005.

Os bispos estão a impedir a divulgação das contas do Santuário de Fátima há 14 anos, sendo o último exercício conhecido o de 2005. O reitor do Santuário, o padre Carlos Cabecinhas, revelou ao Correio da Manhã deste sábado que “quando os bispos quiserem, as contas serão divulgadas”. Apesar de não divulgar as contas, o reitor assegura que a “gestão tem sido rigorosa e profissional e o Santuário não está, nem de perto nem de longe, numa situação de insolvência“.

De acordo com o CM, o órgão máximo do Santuário de Fátima é constituído por cinco bispos. A razão para a não divulgação dos dados prende-se com um litígio entre a Conferência Episcopal e a Autoridade Tributária, desde 2004, sobre a isenção do IMI relativo a imóveis, entre outros assuntos. Os bispos admitem publicar as contas assim que a disputa com o fisco esteja resolvida. “A decisão de divulgar ou não as contas depende dos senhores bispos. Há um litígio relativo à revisão da concordata, que levou os bispos a optarem por não divulgar as contas“, explicou Carlos Cabecinhas.

Os donativos dos fiéis representam mais de 70% da receita — que, em 2005, foi superior a 17 milhões de euros, dos quais 9,3 milhões de euros foi em esmolas — e estão isentas de impostos. A esta fonte de receita soma-se a de outras atividades, como o comércio e a hotelaria. Contudo, o padre Carlos Cabecinhas diz que a realidade agora é outra: “Olha-se para esse valor e diz-se que o Santuário continua a ter estes milhões de receita, o que não é verdade. É que as regras de contabilidade implicam a integração de depreciações e os investimentos têm sido avultados”, assegurou.

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