EDP, Jerónimo Martins e Galp caem mais de 1% e pesam na bolsa de Lisboa

Português PSI-20 recuou 0,6% num dia de ganhos para a Europa. Os tombos da grande maioria dos pesos-pesados determinaram as perdas, mesmo com a exceção do BCP, que fechou em alta.

Da energia, à indústria e ao retalho, as perdas foram generalizadas na bolsa de Lisboa. As perdas de “pesos pesados” como a EDP, a Galp Energia ou a Jerónimo Martins levaram o PSI-20 a contrariar a Europa. O índice de referência nacional perdeu 0,59% para 4.285,97 pontos, apesar de o BCP ter conseguido ficar acima da “linha de água”.

Na energia, a EDP perdeu 1,31% para 4,224 euros e a EDP Renováveis deslizou 0,28% para 14,06 euros. A Galp Energia recuou 1,16% 8,844 euros, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter piorado as previsões para o consumo mundial de petróleo em 2020 e 2021 devido à crescente incerteza sobre o efeito de uma segunda vaga da pandemia na economia global. Tanto o Brent europeu como o crude WTI norte-americano negoceiam em terreno negativo, mas com perdas inferiores a 1%.

No retalho, a Jerónimo Martins desvalorizou 1,17% para 13,94 euros e a Sonae perdeu 0,81% para 0,615 euros. As perdas dos CTT (-1,53%), da Mota-Engil (-0,92%), da Semapa (-0,87%) ou da Nos (-0,46%) também pesaram no índice.

Em sentido contrário, o BCP valorizou 0,22% para 0,0922 euros, a espalhar os ganhos da banca europeia, que estado em destaque devido às negociações sobre eventuais fusões. Depois do CaixaBank e do Bankia, houve esta segunda-feira novas notícias de Espanha: também o Abanca e o BBVA estarão debaixo de olho do Sabadell. Da mesma forma, também o UBS e o Credit Suisse estarão a negociar uma fusão.

Além do BCP, Pharol (+0,37%), Corticeira Amorim (+1,52%) e Novabase (+1,82%) fecharam em terreno positivo no PSI-20. Os ganhos não foram, no entanto, suficientes para levar o índice até perto das restantes bolsas europeias, onde o as expectativas de uma vacina contra o coronavírus impulsionaram o sentimento dos investidores.

Numa altura em que a AstraZeneca entrou na fase 3 de testes, o europeu Stoxx 600, que agrega as maiores empresas do Continente, subiu 0,2%, o mesmo que o espanhol IBEX 35. O francês CAC 40 ganhou 0,4%, enquanto tanto o alemão DAX como o britânico FTSE 100 fecharam flat. A cautela poderá ter sido ditada pela antecipação das reuniões dos bancos centrais do Reino Unido, Estados Unidos e Japão que vão acontecer ao longo da semana.

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