Marcelo espera poder dizer no Natal que está ultrapassado “o tempo mais difícil”

O Presidente da República deixou um recado a alunos, pais, professores. "Todos os que têm uma palavra a dizer", diz Marcelo, apelando a que remem no mesmo sentido.

“Vai ter de correr bem”. Foram estas as palavras deixadas pelo Presidente da República, esta terça-feira, sobre o arranque do novo ano letivo e o regresso às aulas presenciais. Aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa disse esperar que, no Natal, possa olhar para trás e dizer que, apesar de persistirem “algumas questões”, está ultrapassado “o tempo mais difícil”.

“Vai ter de correr bem. Quando chegarmos ao Natal e olharmos para trás, esperemos que possamos dizer todos que o que parecia muito complicado no primeiro dia era menos no fim do primeiro mês, menos no fim do segundo e do terceiro mês; que continua ainda a levantar algumas questões, mas que nós ultrapassámos o tempo mais difícil. É esse o desafio de Portugal”, afirmou o chefe de Estado, no final de uma visita a uma escola na Maia.

Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou a ocasião para deixar também um apelo a que professores, pais, alunos e “todos os que têm uma palavra a dizer” remem no mesmo sentido, “transformando aquilo que é um pequeno problema num pequeno problema que se resolve e não num grande problema“.

“Tudo começa pela educação, pelos mais novos. Tem de começar bem para o resto correr bem e vai correr bem, tenho a certeza”, atirou ainda o Presidente da República, referindo que se o combate à pandemia correr mal nas escolas também a economia e o mundo trabalho estarão sob ameaça.

Esta terça-feira, o chefe de Estado salientou ainda que o ensino presencial “não é ensino, é uma emergência”. “Não é sistema, a resposta há de ser outra”, disse.

O novo ano letivo arrancou esta segunda-feira e está a ficar marcado pelas muitas normas restritivas decorrentes da crise pandémica, como o distanciamento social e o uso de máscaras.

Há também uma outra questão polémica a ganhar terreno, neste regresso às aulas. É que mesmo os professores e funcionários que sejam doentes crónicos e estejam em grupos de risco não poderão fazer teletrabalho. Portanto, se escolherem ficar em casa como medida de proteção só têm garantido um mês de remuneração. A partir daí, perdem os rendimentos, a menos que consigam uma baixa médica para acederem ao subsídio de doença.

(Notícia atualizada às 19h51)

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