EDP adere a aliança global para acelerar o fim do carvão na energia

Ainda com ativos de carvão em Portugal, Espanha e Brasil, a EDP é uma das 44 empresas presentes neste grupo, que assume o compromisso de eliminar o carvão até 2030 na OCDE e na UE, e até 2050 no mundo

A EDP anunciou esta sexta-feira que aderiu à Powering Past Coal Alliance (PPCA), uma aliança global de governos e organizações do setor privado criada pelo Canadá e pelo Reino Unido para acelerar a transição da geração de energia a carvão para energias limpas. Ainda com ativos de carvão em Portugal, Espanha e Brasil, os quais têm encerramento previsto para 2030, a EDP é uma das 44 empresas presentes neste grupo, que assume o compromisso de eliminar o carvão até 2030 na OCDE e na UE, e até 2050 no resto do mundo.

Desde o início de setembro, além da EDP, mais seis membros aderiram a este esforço global de descarbonização: o Peru, o primeiro membro da PPCA na América do Sul; Seul, a capital da Coreia do Sul; Gyeonggi, a província com maior população da Coreia do Sul; Baden-Württemberg, um estado no sudoeste da Alemanha e as cidades de Kaohsiung e Taichung. Estes novos membros foram anunciados pela PPCA na conferência da Coligação para a Transição Energética das Nações Unidas.

“É um privilégio para a EDP poder aderir à PPCA para reforçar o nosso compromisso com o Acordo de Paris. A redução das emissões de CO2 a partir do carvão é um passo importante para as empresas no combate às mudanças climáticas”, destaca Miguel Stilwell de Andrade, CEO interino da EDP. “Temos investido em tecnologias de baixo carbono há mais de duas décadas e, recentemente, reafirmámos o nosso compromisso com o crescimento sustentável ao anunciarmos o encerramento das nossas centrais a carvão na Península Ibérica.”

A aliança global conta agora com 111 membros, incluindo 34 governos nacionais, 33 governos subnacionais e 44 empresas.

Em nome dos co-presidentes da aliança (Reino Unido e Canadá), o ministro do Ambiente e das Mudanças Climáticas do Canadá, Jonathan Wilkinson, aplaudiu as novas adesões. “Ao aderir à PPCA, estão a demonstrar como os seus respetivos setores podem trabalhar para um futuro movido por uma energia mais limpa e sustentável. Estão a responder com determinação ao apelo do Secretário-Geral da ONU para reduzir a produção de carvão e parar a construção de novas centrais a carvão até 2020. É empolgante ver a aliança crescer enquanto lutamos por uma transição justa, equitativa e justa para fora da energia a carvão”.

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