Prioridade do novo CEO da TAP é “retomar operação segura e sustentável”

Ramiro Sequeira assumiu funções na semana passada. Numa mensagem em vídeo para os colaboradores, a que o ECO teve acesso, o gestor explicou que a reestruturação será assente em novas oportunidades.

O novo CEO da TAP, Ramiro Sequeira, já assumiu funções e elegeu como prioridade a retoma segura e sustentável da operação. Numa mensagem em vídeo dirigida aos colaboradores, a que o ECO teve acesso, o gestor alertou, no entanto, que esse processo será lento e sublinhou que é essencial ter bom senso e calma para tomar decisões.

“Queremos recuperar a companhia e estamos numa metodologia de planificar mês a mês o que não é o típico na aviação, mas temos que o fazer porque temos que ser rentáveis”, disse Sequeira sobre o plano de reestruturação em curso. “A prioridade número da TAP é retomar uma operação segura e sustentável”.

O gestor da companhia aérea lembra que, devido ao coronavírus, os principais mercados da TAP (como os EUA e o Brasil) estão praticamente fechados, enquanto na Europa estão a competir com as companhias low coast. “Estamos a operar apenas a 30%, isto é uma medida consciente porque não podemos operar voos que não sejam rentáveis, que tenham pouca ocupação. Planear com antecedência não é possível”, destaca Ramiro Sequeira.

O plano de retoma de operações da TAP tem vindo a ser ajustado à medida da evolução das circunstâncias, nomeadamente à dinâmica das imposições e restrições dos vários países. Em simultâneo, está a trabalhar num plano de reestruturação no seguimento de uma injeção de capital do Estado.

Ramiro Sequeira explicou que a reestruturação será assente em oportunidades de desenvolvimento e evolução da TAP e referiu que este irá focar-se em cortes de custos, reforço da receita e da eficiência, bem como aposta na digitalização.

É vital ter o bom senso e a calma para tomar decisões que têm que ser tomadas, em conjunto com todos os trabalhadores, com os sindicatos e com todos os stakeholders. Mais do que elaborar um bom plano e mostrá-lo a Bruxelas, o que é muito importante, é poder implementá-lo e este dar resposta, nos próximos três ou quatro anos, à retoma que desejamos”, disse. “É vital tomarmos as decisões certas para estarmos aqui mais 75 anos”, conclui o novo CEO da TAP.

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