CDS “não prevê nenhuma boa surpresa” do lado do OE2021

O CDS não está otimista quanto ao resultado do Orçamento do Estado para 2021, explicando que o documento considera o Estado e o investimento público como os motores da economia.

O Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) que está a ser preparado pelo Governo, e negociado com os partidos de esquerda, não agrada ao CDS. Para os centristas, o documento esquece o investimento privado, as empresas e os trabalhadores, privilegiando o Estado e o investimento público. Assim, o partido diz não antecipar uma “boa surpresa” relativamente a este Orçamento.

“O Governo escolheu negociar este OE com os partidos à esquerda e, portanto, o que resulta da apresentação das linhas gerais nós já sabíamos: há um OE que dá muito menos importância à iniciativa privada do que à função pública e ao investimento público, e que acha que os motores da economia são o Estado e o investimento públicos”, disse Cecília Meireles esta terça-feira, em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP3.

“Portanto, quem fica esquecido neste OE são o investimento privado, as empresas e os seus trabalhadores que lutam para sobreviver numa economia que é ainda muito incerta”, explicou a centrista, à saída de uma reunião com o ministro das Finanças e com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, num dia em que o Governo está a apresentar aos partidos as linhas gerais do OE2021.

A líder parlamentar do CDS defende que o OE2021 devia trazer “medidas fiscais ou a fundo perdido que fossem transversais a todas as empresas”, mas nota que, em vez disso, o documento prevê “medidas fiscais cirúrgicas ou a continuação das linhas de crédito”. Este OE “diz que vão ser tomadas algumas medidas porque vai haver dinheiro europeu, mas não resolve nada do que é de fundo”, justificou.

Cecília Meireles disse que o CDS tem primeiro de ler o documento que será apresentado pelo Governo, mas já antecipa o que aí vem. “Não prevejo surpresa, ou melhor, não prevejo nenhuma boa surpresa do lado do OE. Ficará muito aquém do que nós achamos que era esperado”, rematou.

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