Emprego na OCDE afunda para mínimos de 2010, mas Portugal tem quebra mais suave

O emprego no conjunto dos países da OCDE caiu para 64,6%, entre abril e junho, o valor mais baixo desde o quarto trimestre de 2010.

A fatia de empregados no conjunto da população em idade ativa dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) caiu, entre abril e junho, quatro pontos percentuais (p.p.) na variação em cadeia para 64,6%, o nível mais baixo desde o quarto trimestre de 2010. Em Portugal a quebra da taxa de emprego foi mais suave: 2,5 pontos percentuais para 67,7%.

“No conjunto dos países da OCDE, 560 milhões de pessoas estavam empregadas no segundo trimestre de 2020, menos 34 milhões do que no trimestre anterior“, explica a entidade liderada por Angel Guría, na nota estatística divulgada esta quinta-feira.

É importante ressalvar que este universo de empregados não inclui os trabalhadores colocados em regime equivalentes ao português lay-off nos Estados Unidos e no Canadá, países onde são considerados desempregados para fins estatísticos. Assim, no segundo trimestre, a taxa de emprego canadiana recuou 8,5 p.p. para 64,7% e a taxa norte-americana desceu 8,9 p.p para 62,5%.

A OCDE nota, por outro lado, que com o regresso de muitos trabalhadores que estiveram em lay-off ao trabalho, estima-se que o terceiro trimestre será marcado por uma subida das taxas de emprego nestes países. Os dados preliminares indicam que, no Canadá, a taxa terá aumentado 5,7 p.p. para 70,4% e, nos Estados Unidos, 3,8 p.p. para 66,3%. Ainda assim, o emprego nestes países terá continuado abaixo dos níveis registados no início do ano.

No que diz respeito aos países da Zona Euro — onde os trabalhadores em lay-off são considerados empregados –, o segundo trimestre ficou marcado por uma quebra da taxa de emprego mais suave: 1,9 p.p. face ao trimestre anterior para 66,2%. A Estónia, a Irlanda e Espanha destacaram-se com recuos em torno de 3 p.p..

Em Portugal, entre abril e junho, o emprego encolheu 2,5 p.p. face ao trimestre anterior para 67,7%. No total, havia menos de 4,5 milhões de empregados, no mercado português.

No conjunto da OCDE, as taxas de emprego caíram tanto entre mulheres (quatro p.p. para 72%) como entre homens (quatro p.p. para 57,3%). Entre os jovens, a quebra foi de 5,6 p.p. para 36,3%. Já entre as pessoas com 25 anos a 54 anos, o recuo foi de quatro p.p. para 74,7%; entre os mais velhos (55 anos a 64 anos), verificou-se uma descida da taxa de emprego de 2,8 p.p. para 59,3%, sendo este o grupo menos afetado.

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