Ninguém gosta de ser obrigado a usar máscara, mas ou é assim agora ou haverá “medidas mais restritivas” da mobilidade, alerta Costa

O primeiro-ministro aponta que se as medidas tomadas agora não fossem adotadas iriam obrigar a restrições mais fortes no futuro.

O primeiro-ministro aponta que as medidas que estão a ser tomadas agora para conter a propagação do novo coronavírus são as necessárias, apontando que se não forem adotadas agora, no futuro “vamos ter de estar a adotar medidas muito mais restritivas” . Quanto à proposta que tem em vista o uso obrigatório de máscara na via pública, António Costa admite que ninguém gosta de ser obrigado a usar máscara, mas reitera que a questão é “saber se a medida é necessária”.

“Temos que medir entre o custo/benefício das medidas e o custo/benefício de não termos medidas”, apontou Costa, em declarações transmitidas pela RTP3. “Com este ritmo de crescimento da pandemia, se não adotamos agora medidas desta natureza se calhar vamos ter de estar a adotar medidas muito mais restritivas das liberdades, desde logo da liberdade de movimento,” no futuro, alertou.

António Costa explicou que o conjunto de medidas decididas pelo Governo esta semana se focam no “comportamento individual de cada um”, para que não seja necessário recorrer a “medidas drásticas”. Para o primeiro-ministro, as restrições aplicadas no início da pandemia, em março e abril, como o encerramento de lojas e cafés e o fecho das escolas “foram de uma violência imensa”, reforçando que “não podemos voltar a essa situação”.

“É fundamental evitarmos reimpor confinamentos e restrições à atividade, temos de concentrar na responsabilidade individual de cada um”, reforçou o primeiro-ministro.

Para além disso, apontou ainda que é preciso controlar as medidas, sendo que, como o “período de incubação é relativamente longo, uma medida tomada hoje só começa a ter impacto efetivo daqui a duas semanas”. Ainda assim, questionado sobre os números diários de novos casos, que têm atingido recordes nos últimos dias, Costa admite que, “se não conseguirmos controlar o crescimento diário da pandemia, o que vai ser necessário é adotar medidas mais gravosas”.

Quanto à medida apresentada na Assembleia da República sobre a obrigatoriedade de usar a app Stayaway Covid em certos contextos e que tem recebido várias críticas, nomeadamente por parte de outros partidos, Costa apontou que “tem sido objeto de bastante polémica”, mas reiterou que é bom que o debate seja feito no Parlamento.

Adiantou ainda que, na reunião com os outros chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros da União Europeia foi discutida a questão de garantir a “compatibilidade” das aplicações de rastreio de contágio da Covid-19 para quem passa a fronteira entre os países.

(Notícia atualizada às 14h30)

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