Portugal com novo recorde de 2.608 novos casos de Covid-19. Morreram 21 pessoas

Nas últimas 24 horas foram identificados 2.608 novos casos de coronavírus em Portugal. É um novo máximo. O número total de pessoas infetadas sobe para 95.902.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 2.608 novos casos de infeção por Covid-19, elevando para 95.902 o número de infetados desde o início da pandemia. O número total de vítimas mortais subiu para 2.149 após terem sido registadas mais 21 mortes nas últimas 24 horas.

É o terceiro dia consecutivo acima da fasquia dos dois milhares de novas infeções diárias. Ao mesmo tempo, os números de mortes estão também a subir fortemente. Só nas últimas 24 horas, morreram 21 pessoas, o número mais elevado desde 29 de abril, quando o país contabilizou 25 óbitos. Destes óbitos, dez foram na região Norte, nove em Lisboa e Vale do Tejo, e dois no Centro.

Confrontado o novo recorde, o primeiro-ministro diz que estes números revelam que “Portugal não é exceção” relativamente ao crescimento de novos casos que se está a verificar na Europa, considerando que o país está a “enfrentar uma situação grave”, pelo que admite medidas mais duras. “Se não conseguirmos efetivamente controlar este crescimento diário da pandemia aquilo que é necessário fazer é tomar medidas mais gravosas”, admitiu António Costa, a partir de Bruxelas em declarações transmitidas pelas televisões.

Boletim epidemiológico de 16 de outubro

Há agora 37.687 pessoas (casos ativos) a lutarem contra a doença, mais 1.602 pessoas do que no balanço anterior. Tal como tem sido a tendência verificada nos últimos dias, a maioria dos novos casos foi registada na região Norte. Dos 2.608 novos casos confirmados no total das últimas 24 horas, 1.350 localizam-se nesta região (51,7%), seguidos pela região de Lisboa e Vale do Tejo, que contabilizou 725 novas infeções (27,8%)

Ainda assim, Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a região com mais casos até ao momento (46.246 casos de infeção e 866 mortes), seguindo-se do Norte (37.157 casos e 944 mortes), do Centro (7.834 casos e 277 mortes), do Algarve (2.124 casos e 21 mortes) e do Alentejo (1.914 casos e 26 mortes). Nas ilhas, os Açores registam 310 casos e 15 mortos, enquanto a Madeira tem 317 pessoas infetadas e continua sem registar nenhuma vítima mortal.

Quanto à caracterização clínica, a maioria dos infetados está a recuperar em casa, sendo que 1.015 estão internados (mais 22 face ao dia anterior), dos quais 144 em unidades de cuidados intensivos (mais cinco). Há ainda 51.784 pessoas sob vigilância das autoridades de saúde, ou seja, mais 183 do que no balanço de quinta-feira.

Os dados revelados pelas autoridades de saúde dão ainda conta de mais 985 recuperados, um número bastante superior relativamente ao último balanço. No total, já 56.066 pessoas recuperaram da doença.

“Existe uma enorme pressão sobre os serviços de saúde pública”, admite Graça Freitas

Face ao aumento de novos casos de Covid-19, a diretora-geral da Saúde reconhece que “existe uma enorme pressão” sobre os serviços de saúde pública. “Estamos com muitos doentes e casos e a investigação epidemiológica implica que a partir de cada caso diagnosticado se vá à procura dos seus contactos”, disse Graça Freitas, na conferência de imprensa desta sexta-feira, transmitida pelas televisões.

Segundo explicou a diretora-geral da Saúde, estes contactos são divididos em alto risco (têm de ficar em isolamento profilático) e baixo risco (não têm de o fazer, mas têm de cumprir as regras de segurança e distanciamento. “E é de facto uma carga enorme de trabalhado, porque para cada doente é preciso que exista uma investigação epidemiológica apurada”, justificou.

Nesse sentido, está a ser feito “um reforço das equipas”, que está a ser preparado entre o Ministério da Saúde e o Ministério do Ensino Superior. “Houve um contacto do Ministério da Saúde com o Ministério do Ensino Superior para que através das escolas de enfermagem os alunos dos últimos anos, acompanhados com os professores, possam fazer estágio nestas unidades de saúde pública e receber treino que numa primeira fase é dado pela DGS”, explicou Graça Freitas, acrescentando que estes estudantes vão detetar os os contactos e acompanhá-los.

(Notícia atualizada às 14h35)

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