Crise pandémica tira dez anos à duração da “almofada” para as pensões

  • ECO
  • 25 Outubro 2020

Antes, a almofada iria durar até à segunda metade da década de 2050, compensando os défices gerados. Agora, com a crise pandémica, a perspetiva é que se esgote na segunda metade da década de 2040.

A crise pandémica terá um impacto na economia com consequências no equilíbrio do sistema de segurança social. De acordo com as previsões do Governo, citadas pelo Público este domingo, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, a “almofada” para as pensões, durará menos dez anos do que o previsto anteriormente por causa dos efeitos da pandemia, nomeadamente a contração abrupta do PIB e um aumento significativo dos apoios sociais.

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) constitui a reserva que o Estado tem para fazer face às responsabilidades futuras em termos de pensões, face à evolução demográfica que tenderá a ser negativa para as contas do sistema da segurança social. Após um período de recuperação económica que melhorou as previsões, a almofada volta a ter perspetivas negativas, apesar de não tanto quanto na anterior crise.

No Orçamento do Estado (OE) para 2020, os primeiros défices chegavam no final da década de 2020, mas agora chega uns anos antes, projetando-se no OE 2021 um saldo negativo de 987 milhões de euros em 2030 (face a 424 milhões de euros no OE 2020). No caso do FEFSS, este iria durar até à segunda metade da década de 2050, compensando os défices gerados. Agora a perspetiva é que se esgote na segunda metade da década de 2040.

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