Países reticentes em usar empréstimos do Fundo de Recuperação

O Fundo de Recuperação da União Europeia contempla 360 mil milhões de euros em empréstimos de baixo custo, mas os países estão reticentes em os usar.

O Fundo de Recuperação da União Europeia (UE) contempla 360 mil milhões de euros em empréstimos de baixo custo, conforme acordado pelos líderes europeus em julho. Mas vários países admitem não recorrer a esta componente, dando prioridade às subvenções a fundo perdido, noticia o Financial Times (acesso condicionado).

É o caso de Portugal e Espanha, que têm transmitido sinais díspares quanto ao apetite pelo dinheiro emprestado da Europa, claramente preferindo as subvenções, que representam a restante parcela de 390 mil milhões do fundo de 750 mil milhões, escreve o jornal financeiro britânico.

Ao mesmo tempo, outras economias mais ricas da UE deverão dispensar os empréstimos totalmente. Já Itália, pelo contrário, tenciona usar 100% do dinheiro que for disponibilizado por esta via reembolsável.

Os empréstimos do fundo de recuperação europeu permitem que países economicamente mais fracos tenham acesso a financiamento no valor de até 6,8% do rendimento nacional bruto a taxas mais baixas do que as que conseguiriam emitindo dívida no mercado primário. Porém, a recente recuperação dos mercados de dívida soberana significa que as poupanças podem não ser decisivas, sugerem os cálculos do Financial Times.

Além disso, os Estados-Membros poderão estar inclinados a não aumentarem os rácios da dívida em face ao PIB, especialmente devido à falta de clareza sobre as perspetivas para as regras orçamentais da UE.

Neste contexto, os países também estão estão a avaliar as condições adicionais que vêm associadas ao dinheiro do fundo de recuperação da UE. “Os governos da UE podem estar relutantes em ficarem sujeitos a qualquer tipo de condicionalidade e preferir, em vez disso, utilizar empréstimos usando títulos nacionais ou não tomar nenhum empréstimo”, explicou ao jornal Lorenzo Codogno, economista-chefe da LC Macro Advisors.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Países reticentes em usar empréstimos do Fundo de Recuperação

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião