Galp Energia tomba 4,5% e arrasta PSI-20 para mínimos de maio

Depois de terem sido conhecidos os prejuízos da petrolífera liderada por Carlos Gomes, o Credit Suisse cortou o preço-alvo das ações para 13,40 euros.

A Galp Energia continua a pesar na bolsa de Lisboa, pela segunda sessão consecutiva. A petrolífera reage ainda à apresentação de resultados e atira o PSI-20 para o valor mais baixo desde meados de maio. O índice de referência nacional caiu 1,83% para 3.977,43 pontos, num dia de perdas expressivas para a generalidade das praças europeias.

A petrolífera liderada por Carlos tombou 4,5% para 7,40 euros por ação, em mínimos de 11 anos. A queda prolonga a tendência da última sessão após ter comunicado ao mercado que registou prejuízos de 45 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que compara com lucros de 403 milhões no mesmo período de 2019.

Depois de terem sido conhecidos estes dados, o Credit Suisse cortou o preço-alvo das ações para 13,40 euros (contra o anterior target de 13,70 euros). Ainda assim, manteve o nível outperform. A petrolífera foi, assim, a cotada que mais caiu no PSI-20. A pesar no índice estiveram ainda a Altri (-4,26%), a Nos (-3,45%) ou a Navigator (-3,23%).

O BCP caiu 2,19% para 0,0728 euros, no dia em que foi tornado público que os lucros da unidade na Polónia caíram 75% nos primeiros nove meses do ano, fixando-se em 132 milhões de zlótis (29,8 milhões de euros). Em sentido contrário, só a Ibersol, Novabase e Mota-Engil fecharam no verde.

(Notícia atualizada)

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