Galp Energia afunda mais de 7%. Lisboa segue fortes quedas da Europa

Bolsa nacional acompanhou as perdas registadas pelas pares europeias. As ações da Galp Energia estiveram em forte queda, recuando para mínimos de 2008.

Lisboa terminou a sessão no “vermelho”, seguindo a tendência da generalidade das praças europeias, numa altura em que os investidores estão receosos quanto à evolução de novos casos de Covid-19 no Velho Continente e castigada pelas restrições que estão a ser aplicadas nos diversos países. Na praça nacional, a Galp Energia continua a perder valor, tendo desvalorizado mais de 7% e tocando em mínimos de 31 de outubro de 2008.

Na Europa, o Stoxx 600 desvalorizou 3,11%, enquanto o francês CAC 40 perdeu 3,69%, o britânico FTSE 100 recuou 2,84%, o espanhol IBEX 35 caiu 2,46%, enquanto o alemão DAX cedeu 4,42%. Lisboa acompanhou os receios vividos na Europa, negociando abaixo da “linha de água” pela terceira sessão consecutiva. O PSI20 desvalorizou 2,23% para 3,888.82 pontos.

Na praça nacional, a Galp Energia foi o título que mais pesou no desempenho negativo do PSI-20, ao ceder 7,63% para os 6,8620 euros, um mínimo de 31 de outubro de 2008. Isto numa altura em que a pandemia faz afundar as cotações de petróleo nos mercados internacionais. O Brent, de referência europeia, cedeu 5.46% para os 38,95 dólares, ao passo que o WTI está a cair 5,94% para os 37,22 dólares em Nova Iorque.

A petrolífera portuguesa tem perdido valor desde que apresentou resultados esta segunda-feira, antes da abertura dos mercados. A empresa liderada por Carlos Gomes da Silva registou prejuízos de 45 milhões de euros entre janeiro e setembro deste ano, um resultado negativo que compara com os 403 milhões de euros de lucro alcançado no mesmo período de 2019.

Ainda no setor energético, a família EDP também não escapou às perdas. A “casa-mãe” caiu 3,43% para os 4.1670 euros, ao passo que a subsidiária EDP Renováveis recuou 1,78% para os 15.460 euros. Também a REN desvalorizou, cedendo 2,17% para os 2,2550 euros.

Entre os “pesos pesados”, destaque negativo ainda para o BCP, com as ações do banco liderado por Miguel Maya a perderem 3,43% para os 7,03 cêntimos. Ao mesmo tempo, a Jerónimo Martins desvalorizou 2.40% para os 14,04 euros, no dia em que apresenta contas ao mercado.

Em contrapartida, as cotadas ligadas ao setor da pasta e papel escaparam ao dia “negro” dos mercados. A Atri ganhou 1,11% para os 3,276 euros, a Semapa avançou 0.46% para os 6,60 euros, enquanto a Navigator foi a estrela do setor, valorizando 3,55% para os 1.924 euros por ação. Esta última empresa reagiu positivamente aos resultados apresentados no dia anterior. A papeleira registou um resultado positivo de 75,2 milhões de euros entre janeiro e setembro de 2020, o que representa uma quebra de 49% face ao mesmo período do ano passado.

(Notícia atualizada às 17h11)

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