Nas notícias lá fora: Espanha, Airbus e Louis Vuitton

  • ECO
  • 29 Outubro 2020

Espanha prepara-se para congelar o salário mínimo depois do aumento de 29% em dois anos. Airbus com milhares de milhões de euros em prejuízos. Tiffany baixa preço de venda à Louis Vuitton.

Ao longo dos últimos dois anos, o salário mínimo em Espanha subiu 29%. Mas vai agora ser congelado em plena pandemia do coronavírus. No Reino Unido, os anunciantes estão mais austeros nas despesas e planeiam cortar os orçamentos de marketing para o Natal. A Airbus registou prejuízos multimilionários, que comparam com os lucros multimilionários do ano passado. No setor do luxo, Tiffany e Louis Vuitton finalmente declararam tréguas: esta última acabou por conseguir uma poupança expressiva na compra da joalharia norte-americana.

Cinco Días

Espanha congela salário mínimo após subida de 29% em dois anos

O salário mínimo em Espanha aumentou 29% nos dois últimos anos, de 733 euros para 950 euros mensais em 14 prestações ao longo do ano. Mas a escalada chegou ao fim. O Orçamento do Estado aprovado em Conselho de Ministros na terça-feira prevê o congelamento do salário mínimo no próximo ano. Em contrapartida, a proposta que foi entregue ao Parlamento contempla uma subida de 0,9% nos salários da Função Pública espanhola, em linha com a taxa de inflação. Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre/conteúdo em espanhol).

The Guardian

Anunciantes deverão gastar menos 800 milhões do que no Natal passado

A pandemia deverá travar os gastos com publicidade na época natalícia. Os anunciantes no Reino Unido estão já a cortar em cerca de 725 milhões de libras (cerca de 800 milhões de euros) os orçamentos de marketing dedicados ao Natal. Ainda assim, estima-se que será gasto um total de 6,2 mil milhões de libras (quase 6,9 mil milhões de euros), no último trimestre do ano, esperando-se uma batalha de publicidade entre as marcas e as empresas mais agressiva do que nunca. Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre/conteúdo em inglês).

The Wall Street Journal

Tiffany aceita baixar preço de venda à Louis Vuitton

O grupo Moët Hennessy Louis Vuitton (LVMH) vai poupar cerca de 430 milhões de dólares na compra da joalharia Tiffany. Esta última terá aceitado uma redução no preço por ação, que passou de 135 dólares para 131,5 dólares cada título. Os novos termos da operação já foram assinados pelo Conselho de Administração da empresa, que põe fim à litigância entre as duas marcas de bens de luxo. Leia a notícia completa no The Wall Street Journal (acesso pago/conteúdo em inglês).

MarketWatch

Airbus com prejuízo de 2.686 milhões após dificuldades em entregar aparelhos

A Airbus anunciou um prejuízo de 2.686 milhões de euros entre janeiro e setembro, em comparação com os 2.186 milhões de lucros que obteve no período homólogo. O agravamento dos resultados da empresa de aviação europeia reflete a situação difícil no setor, por causa da pandemia, que tornou difícil a entrega de novas aeronaves, além de outras razões relacionadas com a atividade da empresa. A empresa assumiu também um encargo de 1,2 mil milhões de euros para custos de reestruturação, que, tal como anunciado em junho, implicará uma redução da mão-de-obra em 15.000 efetivos, de um total de 130.000 trabalhadores. Leia a notícia completa no MarketWatch (acesso livre/conteúdo em inglês).

Expansión

Lucros da Telefónica caem para metade

A multinacional de telecomunicações espanhola Telefónica teve um lucro de 671 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2020, menos 50,1% do que um ano antes, devido à deterioração dos seus ativos na Argentina. Na informação enviada à CNMV, a empresa explica que a queda dos benefícios também é devida à pandemia covid-19 e ao efeito negativo das taxas de câmbio, que afetaram as receitas do período, com uma caída de 10,7%, para 32.167 milhões de euros. A Telefónica destaca a redução da dívida em 525 milhões de euros, no terceiro trimestre, que agora ascende a 36.676 milhões de euros. Leia a notícia completa no Expansión (acesso livre/conteúdo em espanhol).

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Nas notícias lá fora: Espanha, Airbus e Louis Vuitton

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião