Portugal atinge recorde de 46 mortes por Covid num dia. Há 2.506 novos casos

  • ECO
  • 2 Novembro 2020

Nas últimas 24 horas foram identificados 2.506 novos casos de coronavírus em Portugal. O número total de pessoas recuperadas sobe para 83.294.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 2.506 novos casos de infeção por coronavírus, elevando para 146.847 o número de infetados desde o início da pandemia. O número total de vítimas mortais subiu para 2.590, depois de terem sido registadas mais 46 mortes nas últimas 24 horas.

Do número total de infetados, a esmagadora maioria está a fazer o tratamento em casa, sendo que apenas 2.255 (+133) estão internados em unidades hospitalares, dos quais 294 (+10) nos cuidados intensivos. Há mais de 66 mil pessoas sob vigilância das autoridades de saúde.

Nas últimas 24 horas faleceram mais 46 pessoas infetadas com a doença, um novo recorde diário para o país. Desde que foi detetado em Portugal, no início de março, já se contam 83.294 pessoas recuperadas, 1.523 das quais nas últimas 24 horas.

Boletim epidemiológico de 2 de novembro

Depois de Lisboa e Vale do Tejo ter sido durante muito tempo a região com mais pessoas infetadas, o Norte ocupa agora esse pódio, com 66.145 casos de infeção e 1.151 mortes. Atrás aparece Lisboa (61.064 casos e 1.021 mortes), o Centro (13.050 casos e 323 mortes), o Algarve (2.904 casos e 29 mortes) e o Alentejo (2.854 casos e 50 mortes). Nas ilhas, os Açores registam 371 casos e 15 mortos, enquanto a Madeira tem 459 pessoas infetadas e uma morte.

“Estamos numa fase ascendente”

A diretora-geral da Saúde alertou esta segunda-feira para a evolução da situação epidemiológica no país, sublinhando que “estes números dão a dimensão da pandemia, mas também a sobrecarga que existe no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”. “As únicas medidas que temos neste momento contra a propagação são os nossos comportamentos, que travaram a primeira onda epidémica”, afirmou, durante a conferência de imprensa.

No dia em que se completam exatamente oito meses desde que apareceram os dois primeiros casos de infeção em Portugal, Graça Freitas diz que todos os portugueses, “sem exceção, aprenderam com cada dia que passou” desde então. “Estamos todos cansados e somos tentados a dar passos que nos desprotegem”, sublinhou, referindo que a grande medida para travar esta pandemia é “reduzir o número de contactos”.

“A tendência é propagar-se e, se nada for feito, vai originar uma nova onda e uma nova curva de infeção na população. Todos sabemos que estamos numa fase ascendente, numa curva epidémica com tendência a crescer“, afirmou a diretora-geral da Saúde, dizendo que “é nossa responsabilidade achatar essa curva”.

(Notícia atualizada às 15h53 com mais informação)

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