Indefinição nas eleições dos EUA castiga bolsas. Europa cai 1%, Lisboa perde 1,7%

Principais mercados de capitais europeus registam quedas em torno dos 2%, com os investidores ansiosos quanto ao resultado das eleições norte-americanas. Temem indefinição na liderança dos EUA.

Não há, ainda, um vencedor nas eleições norte-americanas. Biden está confiante na vitória, mas Trump diz que ganhou, ameaçando avançar para os tribunais caso continue a contagem de votos. É um cenário de indefinição que está a pesar no sentimento dos investidores, levando as bolsas europeias a registarem perdas entre 1% e quase 2,5%. Lisboa segue a tendência.

Trump garantiu, numa curta declaração na Casa Branca, que ganhou em estados onde as contagens ainda não estão concluídas, nomeadamente Georgia, Wisconsin, Michigan e ainda no Arizona. “Nós vamos recorrer ao Supremo Tribunal dos EUA. Queremos que a votação pare. Não queremos que eles encontrem nenhuns votos às 4h da manhã e os adicionem à lista”, disse Trump.

Esta ameaça de recorrer aos tribunais poderá impedir que seja anunciado um vencedor em breve, o que cria um cenário de indefinição que não está a agradar aos investidores. Sem um presidente, os investidores temem que não sejam dados passos no sentido de os EUA avançarem com um plano de estímulos adicional para conter os efeitos da crise pandémica.

É neste contexto que as bolsas europeias seguem em queda. Depois das praças asiáticas terem encerrado com ganhos expressivos, na Europa, o Stoxx 600 regista uma queda de 0,9%, mas praças como a espanhola cedem 2,4%, isto numa altura em que os contratos futuros sobre as bolsas dos EUA registam desvalorizações de quase 1%. Em Lisboa, o PSI-20 cai 1,78%.

São os mercados da periferia da Europa que registam as quedas mais pronunciadas, reflexo da fuga dos investidores para ativos considerados menos arriscados. As bolsas de Espanha, Itália e Portugal estão a ser as mais castigadas que as restantes, com a praça nacional a ser penalizada pelas empresas do setor energético num dia em que todas as cotadas recuam.

A EDP Renováveis lidera as quedas em Lisboa, cedendo 3,5%, enquanto a EDP está a cair 2,71%. A Galp Energia também recua, seguindo o comportamento das restantes petrolíferas europeias, que estão a levar o setor a cair mais de 3,3%. A empresa portuguesa apresenta uma desvalorização de 1,8% para 7,21 euros por ação.

A Navigator, CTT e Nos também recuam mais de 1%, sendo que no caso das duas últimas cotadas há a expectativa em torno dos resultados que ambas irão apresentar esta quarta-feira, 4 de novembro.

A Mota-Engil e Corticeira Amorim apresentam as quedas menos expressivas, de menos de 0,5%, enquanto a Novabase e a Ibersol escapam a esta “maré vermelha” nas praças europeias, permanecendo inalteradas.

(Notícia atualizada às 8h15 com mais informação)

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