Estado de emergência pode “condenar” hotelaria e restauração, diz AHRESP

  • Lusa
  • 9 Novembro 2020

Representantes da hotelaria, restauração e similares vão exigir ao primeiro-ministro "medidas compensatórias que sejam proporcionais e adequadas aos sacrifícios".

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) disse, esta segunda-feira, que o novo estado de emergência pode “condenar” o setor e vai endereçar uma carta ao primeiro-ministro, António Costa, a exigir medidas compensatórias “proporcionais e adequadas”.

Em comunicado, a AHRESP diz que o “novo estado de emergência pode condenar restauração, similares e alojamento turístico” ao proibir a circulação na via pública nos 121 concelhos de risco, diariamente entre as 23h00 e as 05h00 e aos sábados e domingos entre as 13h00 e as 05h0.

A associação vai endereçar uma carta aberta ao primeiro-ministro, a dar conta da situação e “exigindo medidas compensatórias que sejam proporcionais e adequadas aos sacrifícios” que, segundo considera, estão a ser impostos às empresas do setor.

“Apesar de não incidir diretamente sobre os horários dos estabelecimentos, esta determinação acaba por impedir o respetivo funcionamento por ausência de clientes, principalmente aos fins de semana, que correspondem a uma parte substancial das suas receitas”, explica a AHRESP.

“Por outro lado, inexplicavelmente, permite-se as deslocações aos supermercados e mercearias, mas não aos nossos estabelecimentos”, continua a associação.

Portugal continental entrou esta segunda-feira em estado de emergência, pela quarta vez desde o início da pandemia de covid-19, estando em vigor um conjunto de medidas, algumas apenas aplicáveis aos 121 concelhos de maior risco de contágio pelo novo coronavírus.

O estado de emergência está em vigor até às 23h59 do dia 23 de novembro. Portugal contabiliza pelo menos 2.959 mortos associados à Covid-19 em 183.420 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Estado de emergência pode “condenar” hotelaria e restauração, diz AHRESP

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião