Sumol+Compal faz despedimento coletivo de 80 pessoas devido à pandemia

Despedimento coletivo vai afetar 5,5% dos trabalhadores da empresa.

A Sumol+Compal vai avançar com um processo de despedimento coletivo devido às quebras acentuadas nas vendas, principalmente no canal Horeca. Esta medida vai afetar 5,5% dos colaboradores da empresa, cerca de 80 pessoas.

“Esta é uma decisão muito difícil, tomada perante uma conjuntura excecional, que afetará 5,5% dos nossos colaboradores em diferentes áreas da organização, mas que se afigura fundamental para assegurar a sustentabilidade económico-financeira da empresa”, explica a empresa em comunicado.

Esta medida enquadra-se num plano mais amplo de reestruturação da empresa, que tem vindo a reduzir custos e investimentos em diferentes áreas para fazer face aos desafios causado pela pandemia da Covid-19. O grupo explica ainda que face ao cenário atual e “ao prolongamento de medidas restritivas que afetam negativamente o negócio e o nível de atividade económica previsto para o futuro” viu-se “obrigada a proceder a um processo de reajustamento da sua estrutura”.

A empresa optou pelo despedimento coletivo por considerar que é “aquela que maximiza a proteção social” e é uma forma de “salvaguardar a defesa dos interesses de todas as partes”. O grupo garante aos colaboradores abrangidos por este processo “acesso ao subsídio de desemprego”.

A Sumol+Compal, que já tinha prolongado o lay-off, reconhece o “impacto social negativo destas medida”, mas destaca que “são absolutamente essenciais para enfrentar o momento de enorme exigência que vivemos”. De acordo com a legislação portuguesa, no quadro do lay-off os despedimentos coletivos não são permitidos, tendo a empresa que esperar 60 dias após o apoio para iniciar esse processo.

(Notícia atualizada às 14h03 com mais informação)

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